Francisco Schmitt, diretor financeiro e de relações com Investidores da Grendene. Foto: Divulgação.

Apesar de ter registrado uma queda de 1,4% na receita líquida, a Grendene, alcançou um lucro operacional ajustado de R$ 454,7 milhões em 2015, um crescimento de 13,7% em relação ao ano anterior.

A Grendene apresentou uma queda no volume de pares vendidos de 12%, tanto no mercado interno como nas exportações – em grande parte compensada pelo aumento nos preços unitários de 9,9%, o que resultou em queda na receita.

No ano passado, a empresa conseguiu diminuir em 2,3% suas despesas operacionais.

Segundo a Revista Amanhã, Francisco Schmitt, diretor financeiro e de relações com Investidores da fabricante de calçados, ressalva que os números da empresa foram ajustados com a exclusão dos efeitos provocados pelos prejuízos no investimento na controlada A3NP (setor de móveis) nos resultados da Grendene, que são não recorrentes, no valor total de R$ 52 milhões reconhecidos no ano de 2015. 

Esta exclusão dos efeitos para análise do desempenho da Grendene decorre da decisão da companhia em não fazer novos investimentos neste negócio, exceto os que sejam necessários para vender sua participação ou encerrar as atividades desta controlada.

Para o executivo, em 2016 o aumento de margens terá que vir do aumento na produtividade e racionalização de custos, uma vez que do aumento de volumes será difícil. 

“No mercado interno, o desejo dos consumidores pelos produtos da Grendene não diminuiu, mas seu poder de compra sim”, avalia o diretor da empesa.