Fast food está na linha de frente do uso de tecnologia. Foto: flickr.com/photos/jjbers/

O McDonald's pagou US$ 300 milhões pela Dynamic Yield, uma empresa israelense que usa algoritmos e inteligência artificial para analisar vendas.

A Dynamic Yield já tem 300 clientes, incluindo nomes como Ikea, Sephora, Urban Outfitters, entre outros.

A tecnologia começou a ser testada em Miami e nos próximos três meses deve chegar a 1 mil dos 14 mil restaurantes nos Estados Unidos. 

O sistema pode alterar as ofertas disponíveis nos totens digitais por meio dos quais os clientes da rede de fast food fazem os pedidos em diversos países. No Brasil, a novidade ainda está em fase de testes.

O menu apresentado nas telas pode mudar com base em informações como horário e dia da semana, clima, volume de tráfego e popularidade dos produtos. 

A decisão do McDonald's de comprar uma companhia do ramo de big data em vez de contratar um fornecedor chama atenção. É a primeira compra em duas décadas.

Por outro lado, as redes de fast food estão em um processo de digitalização, investindo em apps pelo meio dos quais os usuários podem fazer seus pedidos, o que corta custos por um lado e gera montanhas de informação potencialmente útil por outro. 

Em um ramo com margens de lucro baixas, dominar essa tecnologia dentro de casa pode ser a chave do sucesso.