Novidades foram apresentadas no Google I/O. Foto: divulgação.

Depois de conquistar o mercado de telefones, o próximo passo para o Google e seu Android está em levar o sistema operacional para o máximo de plataformas possíveis. Nesta quarta-feira, 25, a empresa divulgou seus planos para lançar o sistema para carros e relógios inteligentes.

Durante o Google I/O, evento anual da empresa, realizado em São Francisco, a empresa finalmente mostrou os primeiros produtos com o aguardado Android Wear, sistema otimizado para dispositivos vestíveis (wearables) e o Android Auto, uma parceria com a Audi.

No caso dos smartwatches, os modelos iniciais apresentados são o G Watch, da LG, o Gear Live, da Samsung, e o Moto 360, da Motorola.

Os relógios da LG e da Samsung tem previsão de chegada ao mercado norte-americano no dia 7 de julho, enquanto que o da Motorola não teve data divulgada. Os preços vão de US$ 199 a US$ 229.

A aposta do Google e das fabricantes nos wearables é grande. Além dos relógios, no segundo semestre a empresa de Mountain View deve levar ao mercado o esperado Glass, seu óculos de realidade aumentada.

"Estamos no começo de uma nova fase de miniaturização da tecnologia, o que significa que será finalmente possível fazer um pequeno computador que cabe confortavelmente no seu corpo o dia todo", destacou David Singleton, diretor de engenharia do Google.

Só para ter uma ideia, a gigante das buscas pretende levar às lojas até o final de 2014 cerca de 19 milhões de dispositivos. Segundo o Gartner, até 2018 cerca de 120 milhões de wearables devem ser vendidos.

Empresas como a Samsung já tinham experimentado com o Android em seus wearables, como a primeira versão do Galaxy Gear, mas teve problemas devido ao gasto de bateria com a versão normal do sistema. No Gear 2, a empresa adotou uma versão modificada do Tizen, sistema desenvolvido pela própria sul-coreana.

No entanto, com o Android Wear, o plano é contar com o sistema em relógios, pulseiras inteligentes, e outros dispositivos conectados. Empresas como LG, Asus, HTC, Motorola e Samsung estão a bordo.

Nos carros, a empresa se aliou com quatro montadoras (General Motors, Hyundai, Honda e Audi) e a fabricante de chips Nvidia para levar o sistema operacional para veículos a partir deste ano, em uma iniciativa chamada Open Automotive Alliance.

A união tem o objetivo de criar uma plataforma comum e aberta para inovar e tornar veículos mais seguros e intuitivos, uma proposta mais ambiciosa que o que foi ensaiado recentemente pela Apple, que levou seu sistema Siri para os carros para uma plataforma de uso do telefone dentro do carro sem utilizar as mãos.

No caso da iniciativa do Google, o plano é levar o conceito de carros conectados a um novo nível, com recursos além do uso de ferramentas já conhecidas, como GPS, telefone e rádio.