Carlos Chavarría, diretor geral da NA-AT.

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A NA-AT Technologies, empresa que lidera o mercado de assinatura eletrônica no México, onde atende aos principais bancos, acaba de abrir uma operação em São Paulo.

A nova filial é liderada pelo diretor comercial Fúlvio Canever, um executivo que trabalhou por 24 anos na IBM, tendo sido por um período gerente de conta sênior para a área de software, atendendo clientes como Santander, Serasa e Porto Seguro.

Depois de sair da IBM, em 2014, Canever foi executivo de contas na Icaro Tech, onde novamente atendeu clientes na área de finanças.

É um background muito aderente para a NA-AT, que tem cerca de 200 clientes no México, incluindo uma série de pesos pesados como Santander, American Express, HSBC, JPMorgan, Toyota e Volkswagen.

A NA-AT parece estar mirando no mesmo tipo de clientes de grande porte no Brasil. Ela já fechou acordos de distribuição com Stefanini, Sonda e Accenture, empresas com muita penetração no setor financeiro. 

Até agora, a companhia tem 25 clientes no Brasil, a maioria de menor porte, mas o pipeline de vendas para 2021 é de US$ 5 milhões, sendo desse total US$ 3 milhões através de parceiros. 

“O nosso objetivo no Brasil é trazer para os bancos, seguradoras e todas as empresas abertas à inovação digital, soluções para fechamento de acordos que garantam eficiência e alto nível de segurança”, afirma Carlos Chavarría, diretor geral da NA-AT.

A solução da companhia tem recursos como vídeo da assinatura, vídeo de aceitação do acordo e geolocalização.

De acordo com dados da Febraban, somente em 2020, houve um aumento de 80% nas tentativas de fraude de identidade, o que se explica em parte pela alta do home office, que aumentou muito a demanda de assinatura de contratos a distância.

Um estudo realizado em 2020 pela Market and Markets (M&M), prevê que a fraude por roubo de identidade chegará a mais de US$ 100 bilhões até 2023, somente na América Latina. 

A NA-AT foi fundada em 2005 por Chavarría, um graduado em ciência da computação do Tecnológico de Monterrey, uma das universidades mais prestigiadas no México.

Um dos primeiros grandes projetos foi a validação de identidades dos votantes mexicanos, um projeto feito para o equivalente local da justiça eleitoral, a partir do qual a empresa migrou para o nicho de assinatura digital, se tornando o que se chama hoje no jargão de uma IDtech.

Assim como o Brasil, o México desenvolveu uma série de fintechs. O setor foi regulado em 2017, o que foi um boom para os negócios da NA-AT. Em 2020, a empresa tinha 200 funcionários e atendia 40% do setor financeiro do país.