Luiz Francisco Gerbase.

SKA e a Meta, duas das maiores empresas de tecnologia do Rio Grande do Sul, fizeram um investimento na Ayga, uma startup de Internet das Coisas criada pelo fundador da Altus, Luiz Francisco Gerbase.

As empresas não abriram o valor do investimento, a partir do qual tanto Meta quando SKA devem incluir a tecnologia da Ayga nos seus portfólios de ofertas. 

Tanto Meta como a SKA estão sediadas no Tecnosinos, parque tecnológico da Unisinos, localizado em São Leopoldo, na região metropolitana de Porto Alegre, onde também fica Altus. A Ayga está no Tecnopuc, parque da PUC-RS na capital gaúcha. 

O negócio faz sentido, porque Meta e SKA não são exatamente concorrentes. A Meta atua em projetos de desenvolvimento de software e implantações de software de gestão da SAP. 

Já a SKA atua mais com software para engenharia, sendo a maior revenda no país dos softwares de CAD da SolidWorks, além de parceira de empresas como Dassault Systemes, para software de gestão de ciclo de vida do produto, e HP Inc, para área de impressão 3D.

Como se costuma explicar, a Meta vem do mundo de tecnologia da informação e SKA do de tecnologia operacional. 

Os projetos da chamada Indústria 4.0, dos quais Internet das Coisas é um dos pontos principais, demandam amarrar as duas pontas, indo do sensor na linha de montagem até o sistema de gestão, passando por soluções de análise de dados, rodando na nuvem ou on premise.

“Conectividade e disponibilidade da informação é componente básico da Indústria 4.0. O presente e cada vez mais o futuro passa por aí”, aponta Siegfried Koelln, presidente da SKA. “A associação com a Ayga é estratégica pois representa a possibilidade de integrar soluções IoT no portfólio de serviços da Meta”, agrega Claudio Carrara, Vice-presidente da Meta.

A Ayga foi fundada em 2017 por Luiz Gerbase, conhecido por ser o presidente da Altus, uma companhia de automação industrial também sediada em São Leopoldo. Também é sócio João Moraes, que trabalhou na área de hardware da Altus entre 2008 e 2016.

A Altus já entregou grandes projetos na área de energia, petróleo e gás, incluindo clientes como a Petrobras. Ela também esteve envolvida na criação da HT Micron, uma joint venture com a coreana Hana para fabricação de chips também sediada na cidade. 

O foco da Ayga é mais amplo, incluindo sensores, redes e a camada de software necessária para viabilizar projetos de Internet das Coisas em uma série de contextos. Os clientes até agora incluem grandes grupos gaúchos como Tramontina, Marcopolo e Randon.

"Nossa missão é viabilizar novos negócios em empresas tradicionais, com o uso de software e hardware de última geração. As recentes tecnologias de comunicação e microeletrônica estão revolucionando vários negócios e criando outros. Todas empresas procuram hoje participar deste novo mundo conectado e com produtos mais inteligentes.” afirma Luiz Francisco Gerbase, CEO da AYGA.

O potencial de expansão com as novas sócias é grande. Ambas tem atuação nacional, a Meta com escritórios no Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Miami e mil funcionários atendendo uma carteira de 350 clientes, incluindo nomes como Lojas Renner, Herval, Hospital Sírio Libanês, Unimed, Sicredi e GetNet.

Já a SKA  conta com mais de 300 colaboradores, em doze escritórios regionais. O faturamento no ano passado foi de R$ 110 milhões.