James Rocha, CIO do Grupo Herval. Foto: Baguete

O Grupo Herval, que tem sede em Dois Irmãos, reúne 11 empresas distintas e emprega 5,5 mil colaboradores, automatizou e otimizou sua gestão financeira e orçamentária com soluções da joinvilense Gesplan.

O projeto iniciou em outubro de 2011, com a implantação do módulo Financing, e se estende até hoje, com recursos de vendas, orçamento, planejamento e contábil já implantados, faltando apenas encerrar a implementação do módulo Cash, que está em andamento e deve estar encerrada ainda no primeiro semestre.

Conforme James Rocha, CIO do Grupo Herval, o projeto resolveu problemas como os que eram enfrentados na antiga forma de controle de empréstimos e financiamentos, que usava Excel e dava muito mais trabalho na integração dos dados com o ERP da empresa, desenvolvido internamente.

Já Ewerson Porto, controller na empresa gaúcha, lembra que era difícil a conciliação manual de extratos bancários das mais de 20 contas correntes do grupo, tornando o processo lento e trabalhoso em uma organização que projetava faturar R$ 2 bilhões em 2012, alta de 40% frente aos resultados do ano anterior.

Dificuldades também eram sentidas na consolidação de planos de contas distintos entre as 11 empresas, limitações de fluxos de caixa e de ferramentas para simulação de cenários macroeconômicos, entre outras.

“Hoje, automatizamos os processos de conciliação bancária e facilitamos a obtenção de informações de liquidez de cada empresa do grupo”, afirma Porto. “Aumentamos a eficácia na gestão de financiamentos e consórcios, uma das áreas que mais demandava este tipo de controle”, complementa Rocha.

Outros benefícios da implantação foram a adoção, pela Herval, de orçamentos descentralizados para as empresas distintas, com todas as projeções sincronizadas de acordo com os planejamentos estratégicos individuais.

“Analisando, não foi um projeto de TI. Foi um projeto de negócio”, conclui Rocha.

O diretor presidente da Gesplan, José Sergio Gesser, analisa o case da Herval como um dos destaques na carteira da empresa catarinense, que atende a mais de 500 empresas, todas de médio e grande porte, em uma lista que traz nomes como Unisinos, Ferramentas Gerais, Tigre e BR Petrobras.

Nada mal para uma companhia que, segundo relembra Gesser, começou há 12 anos com capital de R$ 20 mil.

“Não era preciso muito dinheiro: precisávamos de boas ideias e de pessoal, e tínhamos. Hoje, somos uma empresa rumo a um faturamento de dois dígitos de milhão”, comemora o presidente.

A Gesplan faturou R$ 9 milhões em 2012, alta em torno de 20% sobre 2011, e para este ano projeta chegar a R$ 12 milhões.

O crescimento baseado em ideias e pessoas é uma realidade.

Agora mesmo, a companhia joinvilense que também tem um escritório em São Paulo e instalará outro no Rio de Janeiro nos próximos meses, trabalha no aprimoramento de suas soluções para o que Gesser define como uma “interface abstraída”.

Trata-se de sitemas que facilitam o uso e fomentam a produtividade, já que não funcionam na gestão de regras, mas de exceções.

“Se eu tenho dados que permitem uma estatística de processos e padrões, porque tenho que confirmar o que já foi estipulado como regra? O gestor não precisa perder tempo com isso, ele tem de chegar, abrir o sistema e ver as regras já tratadas, as exceções evidenciadas e os cenários decisórios já sugeridos”, resume o executivo.

Uma tendência que já se manifesta no portfólio da Gesplan, mas que ganhará força, promete Gesser, nos produtos a serem lançados ao longo deste ano.

Entre as novidades, a migração dos sistemas para versões 100% web, entre outras mexidas de base tecnológica, podem ser esperadas.