Sandro Braido. Foto: Gláucia Civa

Com software da inglesa Bizagi e consultoria da Beringer, a Grendene, fabricante gaúcha de calçados que fechou 2011 com faturamento de R$ 2 bilhões, iniciou um projeto de adoção de gestão por processos que vem sendo debatido desde 2007.

Não há um prazo exato para conclusão, mas o coordenador de Sistemas da TI da fabricante gaúcha de calçados, Sandro Braido, programa para “dentro de 2012”.

Até agora, foram mapeados 13 macroprocessos, com documentação de 69 procedimentos e atividades nas áreas administrativa e financeira, o que envolve gerências de finanças, crédito e cobrança e controladoria.

“Até 2007, não tínhamos nada de gerenciamento de processos. Naquele ano, a partir da TI, tomamos a decisão de orientação a projetos, o que debatemos com a diretoria da empresa, que considerou ser ainda muito cedo para tanto, e tivemos de aguardar”, relembra o coordenador.

Desde então, a parceria com a Beringer vem em andamento, segundo Braido. No ano passado, o projeto foi retomado e iniciado, batizado de “Integrar”.

A ideia parte de uma TI que, por mês, soma sete mil horas de desenvolvimento, sendo 55% destas na fábrica de software interna e outros 45%, terceirizados.

“Com o BPM, nossa meta é reter conhecimentos, possibilitar o monitoramento de resultados das ações e processos diversos, mas principalmente estabelecer uma cultura de processos, revertendo o modelo de trabalho departamentalizado, onde cada um faz sua tarefa, desintegrado do todo”, explica Braido.

Fundada em 1971, a empresa da Serra Gaúcha iniciou suas atividades fabricando cestos plásticos para envolver garrafões de vinho.

Hoje, são mais de 200 milhões de pares de calçados produzidos por ano, dos quais 80% são vendidos no mercado interno e somente 20% exportados.

“Mesmo assim, temos 43,5% de participação no quadro de exportação calçadista brasileiro, conforme balanço do primeiro trimestre de 2012”, conta o coordenador de Sistemas.

A companhia, que nasceu de gestão familiar e abriu capital em 2004, tendo hoje 75% das ações nas mãos dos irmãos Pedro e Alexandre Grendene e  25% no mercado, também fabrica matéria prima (PVC), além de matrizes (ferramental necessário para produção dos calçados).

As fábricas se localizam em Carlos Barbosa e Farroupilha, no Rio Grande do Sul; Bahia e Ceará – onde se concentra 95% da produção de calçados.

A companhia emprega um total aproximado de 20 mil funcionários e, conforme Braido, projeta para este ano um incremento de receita da ordem de 10%, o que deve resultar na casa dos R$ 2,2 bilhões.