Alexander Barcelos, diretor da LTA-RH. Foto: Divulgação.

Por Alexander Barcelos*
O Brasil registrou cerca de US$ 38 bilhões em investimentos em hardwares, softwares e serviços durante o período.

O mercado de hardware, software e serviços de tecnologia cresceu 4,5% no Brasil em 2017, movimentando US$ 38 bilhões e colocando o país no topo do ranking do setor na América Latina.

Globalmente, os investimentos em TI somaram US$ 2,07 trilhões. Neste quadro, o Brasil fica na nona posição, atrás de EUA, China, Japão, Reino Unido, Alemanha, França, Canadá e Índia.

Os dados são de um estudo da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) em parceria com a IDC e mostram que o país avança em maturidade no segmento de Tecnologia. Principalmente pela atenção aos pilares da chamada Transformação Digital: conforme a pesquisa, tecnologias como cloud computing e mobilidade receberam altas cargas de investimentos, e devem seguir recebendo.

Tanto que, para 2018, é projetado novo crescimento deste mercado no país, da ordem de 4,1%.

Só da parte de Governo, um orçamento aproximado de R$ 4,1 bilhões está previsto para a área, segundo dados do MCTIC. Investimento que tem embasamento nos benefícios trazidos a todas as instâncias pelas chamadas TICs.

Se nos ativermos ao setor público, veremos que não é mais possível evoluir, em termos de produtividade e de entregas ao cidadão, se não houver a tecnologia e a inovação na ponta. É por meio da digitalização dos processos, da modernização dos parques de máquinas e sistemas, que as instituições galgarão, cada vez mais, agilidade, dando conta de suas atribuições de maneira ajustada ao ritmo galopante da sociedade e do mercado.

A era da Transformação Digital pede atualização constante. Mas isso não significa que seja preciso investir o tempo todo e esvaziar os cofres: tecnologia não tem que ser gasto, muito menos ônus.

Ao contrário, as tecnologias mais avançadas do momento atual potencializam o investimento recebido e o transformam rapidamente em retorno.

Especialmente na área de infraestrutura, para a qual as demandas de investimento podem ser muito altas se resguardadas configurações ultrapassadas, há muitas opções de tecnologias para atualizar, digitalizar, agilizar e facilitar operações de armazenamento, processamento, desempenho, backup, segurança e estabilidade de dados e sistemas.

Equipamentos modernos, que eliminam antigos servidores e estações de trabalho enormes, engessados e obsoletos, potencializam investimentos e ainda economizam em espaço. Cloud computing permite contar com estruturas elásticas e flexíveis, que atenderão às demandas de armazenamento, processamento e segurança de forma controlada, eficaz e sob total gestão de custos, possibilitando a expansão dos contratos somente de acordo com exatos alargamentos de demandas.

A gestão terceirizada das estruturas de TI é outra tendência, e outro ganho. Outsourcing na implantação e gestão, manutenção e suporte de máquinas é outro serviço que a TI traz para transformar investimentos em incremento de produtividade, já que libera equipes internas, seja de empresas públicas, seja de privadas, para pensar a tecnologia de forma estratégica, alinhada aos planos de ação macro e ao core business.

No Governo ou nas empresas, tecnologia tem de ser para o bem da estratégia e para garantir a qualidade do produto/serviço final. Para tanto, os investimentos não podem cessar, e o estudo da ABES e IDC dá uma mostra de que as organizações estão mais e mais adeptas a esta tendência, que se traduz em benefício para todos os envolvidos: contratante, usuário e, principalmente, o cliente final – seja ele o comprador de um produto corporativo, seja ele um cidadão atendido pelas entregas da esfera pública.

*Alexander Barcelos é diretor da LTA-RH.