Luis Dosso, chief Business development officer e cofundador da Dextra.

A Mutant, focada em soluções de atendimento ao cliente, decidiu unir em uma empresa só suas duas aquisições na área de desenvolvimento de software.

A partir de junho, a CINQ, adquirida em janeiro, passará a operar sob a marca da Dextra, uma empresa comprada pela Mutant em 2018.

Em nota, a Mutant explica que ambas empresas tem ofertas semelhantes, além de uma carteira complementar de clientes. 

A diferença é que a CINQ tem mais clientes fora do país, onde obtém 50% da sua receita, e uma operação mais concentrada no Sul, incluindo a sede em Curitiba e um centro de desenvolvimento em Ponta Grossa, no interior do Paraná.

Já a Dextra é sediada em Campinas. Juntas, as companhias tem 1 mil funcionários e em breve devem abrir uma operação conjunta no Rio de Janeiro (a CINQ tinha 280 funcionários quando da aquisição).

“A união cria uma empresa muito mais forte”, explica Luis Dosso, chief Business development officer e cofundador da Dextra. 

Todos os sócios-fundadores da CINQ passam a ser diretores da Dextra, executando funções diferentes. 

A Mutant tem 3 mil funcionários e teve um faturamento de R$ 600 milhões em 2019, o dobro do obtido dois anos antes, em 2017.

A companhia está capitalizada, tendo recebido um aporte financeiro de US$ 85 milhões do fundo de pensão Canada Pension Plan Investiment Board (CPPIB) e pelo Adams Street Partners em outubro de 2018.

A empresa foi criada a partir da divisão da operação brasileira da americana Genesys, a Genesys Prime, em um negócio com capital de fundos de investimento.

A Genesys Prime surgiu no fim de 2012 com a aquisição da LM Sistemas, na qual Bichir era CEO, pela Genesys. 

A empresa vendia software para call centers da Genesys, mas também de outros fornecedores.

A Mutant atende mais de 200 clientes, entre eles Itaú, Claro, Telefônica, Serasa, Smiles e Raízen.