Andréia Rengel, CEO da AMCom.

A AMcom, empresa de desenvolvimento de software sediada em Blumenau, decidiu manter seus 300 funcionários em home office até que esteja disponível uma vacina para o Covid-19.

Como muitas outras empresas de TI, a AMCom mandou seus funcionários para casa na terceira semana de março, quando a pandemia decolou no Brasil.

A decisão de permanecer dessa forma até surgir uma vacina, no entanto, é inédita.

Até agora, o padrão tem sido anunciar uma extensão do home office até o final do ano, ou, no caso de algumas empresas mais ousadas, a adoção do home office como regra por período indeterminado.

No caso da AMcom, a decisão é abrir a possibilidade de seguir trabalhar em casa para quem quiser.

“Nestes quatro meses, verificamos que é possível viabilizar o trabalho remoto definitivo. Percebemos que a nossa cultura organizacional  está disseminada e, mesmo distantes fisicamente, estamos unidos em um só propósito”, afirma a CEO da empresa, Andréia Rengel.

Apesar dos problemas, a AMCom vem ampliando a equipe, com 70 contratações desde março. Outras 52 vagas estão abertas.

A AMcom tem como projeção faturar R$ 100 milhões em 2020 (o dobro do faturamento registrado em 2017). Para 2029, o objetivo é alcançar R$ 1 bilhão.

Recentemente, a empresa recebeu um aporte de $ 15 milhões da Trivèlla M3 Investimentos, gestora independente de recursos focada em empresas brasileiras de middle-market.

Pesquisadores da Fiocruz, instituição referência na pesquisa sobre o coronavírus no país, apostam em vacinação inicial contra a covid-19 em fevereiro de 2021 para um público específico.

A partir daí, a previsão da Fiocruz é de vacinação inicial contra a covid-19 em fevereiro de 2021 para um público específico.

Depois, a produção nacional das doses poderia garantir imunização à população em geral.

A Fiocruz é parceira da Universidade de Oxford, no Reino Unido, que recentemente anunciou ter passado as fases 1 e 2 dos testes de uma vacina. 

O Brasil foi um dos países escolhidos para participar da Fase 3 dos estudos, que testa a eficácia da vacina. 

Os testes, que estão a cargo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e outras instituições parceiras, envolvem 5 mil voluntários de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. 

A expectativa é detectar a capacidade de imunização das doses e, a partir daí, a Fiocruz – parceira brasileira nas pesquisas de Oxford  – receberá autorização para importar o princípio ativo concentrado, que será convertido inicialmente em 30 milhões de doses a serem aplicadas em parcela da população brasileira.