Julio Baião. Foto: divulgação.

A Via Varejo, empresa que administra as lojas físicas de Casas Bahia e Pontofrio, firmou um acordo com a 3Con para o fornecimento de serviços de melhoria de performance e otimização de seus sistemas mainframe.

O contrato engloba os serviços de otimização da performance na plataforma IBM DB2, tais como diminuir o uso de MSUs (million service units) e revisão dos sistemas legados.

Cerca de 90% de seus sistemas - vendas, entregas, logística, RH, até transações com cartões, entre outros - rodam na alta plataforma e foram desenvolvidos internamente em Cobol e VisualAge, acessando o DB2.

"Uma empresa deste tamanho, com 6 milhões de clientes, presente em 20 estados, com mais de 1030 lojas, 61 mil colaboradores, um milhão de entregas/mês e um enorme volume de transações diárias não enxerga nenhuma outra plataforma que não seja o mainframe para conseguir dar vazão a esse processamento e suportar a evolução tecnológica da empresa", explicou Júlio Baião, diretor de TI da Via Varejo.

De acordo com Baião, os sistemas desenvolvidos pela 3CON observam diariamente o desempenho do mainframe, quais são as aplicações e as transações que estão consumindo mais MSUs, fazendo os ajustes necessários.

O executivo revela que com todo o trabalho de otimização e melhoria de performance, 99,75% das transações demoram menos de 0.3 segundos para rodar, um índice bom para uma empresa como a Via Varejo, que tem atuação nacional.

"Ao invés de trocar o mainframe a cada cinco anos, a empresa pode chegar a ciclos de seis e até sete anos, preservando o investimento e reduzindo custos ao usar hardware ao máximo", afirmou Baião.

No segundo semestre de 2015, os trabalhos desenvolvidos pela 3Con entrarão em uma nova fase. Além do que já vem sendo feito, a consultoria passará a atuar de forma preventiva em relação a todo e qualquer código mainframe que for gerado na TI da Via Varejo.

O diretor de TI da Via Varejo explica que a ideia é trabalhar ao máximo para que um determinado código ou programa já entre em produção da forma mais otimizada possível.

"As equipes vão se dedicar ao controle de qualidade do código, estabelecimento de padrões, além da criação de base de dados que simule uma produção bem próxima da realidade para poder fazer o melhor teste possível", finaliza Baião.