José Fortunati, durante a apresetação aos integrantes do CETI.

José Fortunati (PDT) candidato à reeleição para a prefeitura de Porto Alegre, deu indicações de novidades na política de tecnologia da capital, durante apresentação feita para integrantes do CETI nesta quinta-feira, 27.

Entre os planos para um eventual segundo mandato estão a transformação em agência de desenvolvimento da Inovapoa, agência de inovação de Porto Alegre criada em 2009, durante o governo José Fogaça (PMDB).

Outro plano é ampliar as operações de pesquisa e desenvolvimento da Procempa no Tecnopuc, iniciadas recentemente, votar a lei de inovação municipal, atualmente em fase de projeto, e iniciar o serviço de nota fiscal eletrônica de serviços na capital.

No campo de formação de mão de obra, Fortunati destacou que os convênios para capacitação em curso com as duas escolas técnicas do município foram aprovados pelo conselho de educação e devem ser expandidos de agora em diante.

O prefeito também afirmou que pretende aprovar a criação de regiões de potencial tecnológico na cidade, as chamadas Repots, uma ideia que parece que já havia aparecido também nas apresentações de Adão Villaverde (PT) e Manuela D'Ávila (PCdoB) ao CETI.

Fortunati, que lidera a última pesquisa do Ibope, com 45%, 17 pontos percentuais à frente de Manuela D'Ávila, que tem 28% e tem perdido participação, seguiu a linha da sua campanha e destacou as realizações do seu governo, focando na área de tecnologia.

Acompanhado do diretor-presidente da Procempa, André Imar Kulczynski, Fortunati repassou os avanços em infraestrutura desde 2005, quando Fogaça começou seu primeiro mandato de prefeito em Porto Alegre até 2012.

“No período, a Infovia pulou de 180 km para 800 km e o número de PCs usados na administração pública saltou de 4,5 mil para 10,5 mil”, enumerou Fortunati em frente a um slide com 14 indicadores. “Temos uma empresa de TI pública referência. Hoje o tráfego de dados na nossa rede só perde para São Paulo”, frisou.

O atual prefeito destacou, ainda, iniciativas da estatal municipal de processamento de dados como a construção do novo datacenter, integração de secretarias, governo eletrônico, cercamento digital de parques, telefonia sobre IP e outras.

“Ninguém é contra a informatização por si. É quando ela começa a afetar os interesses estabelecidos que começam as resistências”, afirmou Fortunati, citando o confronto com o Simers sobre a implementação do ponto eletrônico para os médicos nos postos de saúde da capital. “É aí que é preciso ter pulso firme e realizar as coisas”, resumiu o candidato.