João Doria está de olho nas redes sociais. Foto: Heloísa Ballarini / Secom

João Doria, atual prefeito de São Paulo e provavelmente candidato à presidência em 2018, está usando tecnologia de processamento de linguagem natural da Stilingue, uma startup mineira, para avaliar como influenciar eleitores na Internet.

De acordo com uma matéria da BBC Brasil, o time de 35 desenvolvedores da startup, baseada em Ouro Preto, está alimentando o software War Room com textos para ajudá-lo a interpretar postagens sobre Doria.

A Stilingue afirma monitorar mais de 15 mil veículos de notícias (portais, impresso, rádio e TV), 100 mil blogs, fóruns, reviews, além das principais redes sociais e websites.

A empresa foi fundada em 2014 e tem um time que une mestres em Ciência da Computação, estatísticos e jornalistas. Ouro Preto é sede de uma universidade federal com um curso de Ciência da Computação, do qual são oriundos dois dos fundadores.

A Stilingue é só parte do arsenal de TI de João Doria, segundo revelou à BBC Daniel Braga, dono da Promove Comunicação, responsável por atender Doria desde agosto de 2015 (o contrato é com a pessoa física, não com a prefeitura).

De acordo com Braga, são usados cinco softwares que usam Big Data para fazer monitoramento. Os outros nomes, no entanto, não são revelados.

O termo Big Data anda um pouco trivializado e provavelmente esse grupo de software reúne aplicações mais prosaicas de análise de dados.

Segundo Braga, entre os 114 milhões de usuários únicos do Facebook no Brasil, 23,5% já interagiram com a página do prefeito, o maior percentual de uma lista de sete possíveis presidenciáveis. O segundo lugar é de Jair Bolsonaro (PSC-RJ), com 7,1%.