Provedores querem dar fibra ótica como garantia. Foto: Pixabay.

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e o BNDES estudam o lançamento de um programa de fundo garantidor de financiamento para pequenos provedores de internet do país. 

O objetivo é facilitar o acesso ao crédito aos empreendedores do setor, aumentando a cobertura no interior do país. Hoje, existem 5 mil pequenos provedores no país, a maioria atendendo locais fora da área de cobertura dos grandes players.

“O que estamos desenhando é exatamente isso: utilizar as agências do governo federal, como Finep e BNDES, para criar um programa que permita a esses empreendedores ter acesso ao crédito, para que possam crescer e melhorar os serviços nas pequenas cidades”, explica o presidente da Telebras, Maximiliano Martinhão.

Com as medidas, a ideia é ultrapassar a barreira das garantias exigidas por instituições de crédito normais.

Desde março de 2014, o BNDES enquadra o financiamento de cabos e fibra óptica como equipamentos. Com isso, o volume de operações indiretas que envolvem o Cartão BNDES chegou a R$ 100 milhões, por ano, em 2015 e 2016.

“A dificuldade é que a cultura dos bancos brasileiros é focada em patrimônio, não em valuation, nem em recebíveis. Enquanto não mudar essa cultura bancária antiga, retrógrada, esse fundo garantidor dificilmente vai prosperar”, aponta Luciano Franz, presidente da Internesul, entidade que agrupa centenas de pequenos e médios provedores no Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

De acordo com Franz, esses provedores precisam que os próprios cabos de fibra e os recebíveis dos provedores sejam aceitos como garantia de um contrato de financiamento. 

A discussão sobre o fortalecimento dos pequenos fornecedores de banda larga pelo país acontece à sombra dos problemas da Oi, uma das grandes do setor no Brasil, que agora ameaça a ir a falência. Se isso acontecer, 2 mil cidades ficarão sem serviço de banda larga.

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