Paulo Gastão, CEO da PG Mais. Foto: Divulgação.

A PG Mais, empresa de inteligência, pesquisa e desenvolvimento em canais de comunicação e gestão do conhecimento, contará com um financiamento do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) para desenvolver a Kami, uma assistente virtual de relacionamento.

O contrato inaugura o convênio entre o BRDE e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) para fomentar o financiamento de projetos inovadores na região sul.

Em desenvolvimento pela PG Mais em parceria com o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), a Kami tem como objetivo principal automatizar o relacionamento entre marcas e consumidores.

O sistema utiliza inteligência artificial cognitiva para interpretação de texto e voz, com o objetivo de falar e ouvir os consumidores com linguagem natural, em um atendimento automático 24 horas por dia.

A Kami poderá ser utilizada por empresas de diversos segmentos para realizar toda a gestão do ciclo de relacionamento (cobrança, vendas, SAC, etc.) com seus consumidores através de canais integrados.

"É de extrema importância que hoje as companhias busquem atender melhor o seu cliente e o relacionamento através de plataformas digitais inteligentes promete revolucionar e inovar o mercado brasileiro. Por isso, a Kami irá oferecer diversas possibilidades de atendimento, via web, mobile, Facebook ou telefone, trazendo maior economia às empresas, e uma nova experiência para os consumidores", explica Paulo Gastão, CEO da PG Mais.

Para a criação deste novo projeto, o investimento final da PG será de R$ 2,7 milhões, sendo que um terço do valor será financiado pela EMBRAPII e o restante será dividido entre o CPqD e a PG, com recursos garantidos pelo BRDE.

Há oito anos no mercado, a empresa curitibana PG conta com 170 funcionários e desenvolve mais de 20 produtos e soluções em tecnologia. A companhia atende mais de 300 clientes em todo o país.

No início deste ano, a A PG passou a aplicar recursos de inteligência artificial do Watson, da IBM, na sua plataforma de gestão de relacionamento com o cliente. 

A busca pelo atendimento automatizado tem movido muitas empresas a adotarem chatbots para canais como Messenger e Telegram. Segundo uma pesquisa do MobileTime, o Brasil conta hoje com pelo menos 56 empresas que desenvolvem chatbots. 

Juntas, as companhias já produziram cerca de 8 mil bots que trafegam aproximadamente 500 milhões de mensagens por mês.