Del Costy, VP da Siemens PLM.

A Siemens PLM trabalha com uma visão de ponta a ponta e modular para ajudar empresas em diferentes verticais a superar os desafios da migração para a chamada Indústria 4.0.

O assunto foi tema de um evento da multinacional recentemente em Porto Alegre. A mensagem é que a companhia tem respostas para desde projetos rápidos a roadmaps de vários anos.

As tecnologias oferecidas incluem software e hardware, desde o planejamento até a automação, passando por Internet das Coisas, nuvem e Big Data.

“O importante é acompanhar o cliente e saber orientá-lo ao longo da transformação digital, saber onde ela irá começar na empresa e onde esta empresa quer chegar com tal investimento, conduzindo a estratégia e os momentos de implementações dentro disso”, explica o diretor regional de Venda da Siemens PLM, Breno Michel.

Nesta visão,  o executivo destaca a participação de soluções de diversos segmentos, como engenharia, manufatura digital, gerenciamento de operações, desenvolvimento de produto, design, colaboração, entre outras compreendidas no portfólio da multinacional.  

A meta, segundo ele, é acompanhar a transformação digital desde o estágio mais inicial até o avanço das inovações dentro dos processos, departamentos e operações de uma organização. 

“Abranger desde o design até a entrega do produto, passando pelos testes, digitalização de processos voltada ao ganho de agilidade e assertividade, colaboração entre áreas evitando os silos corporativos, passando por etapas que minimizem atrasos e falhas, tudo isso é trabalhar com uma visão holística das empresas. É o que recomendamos”, ressalta Michel. 

O VP e diretor Executivo da Siemens para as Américas, Del Costy, também ressalta a visão do todo. 

“Pequenas mudanças não fazem diferença, até fazerem. Nossas empresas encaram desafios e mudanças constantes, e tudo evolui muito rapidamente, quase que diariamente. É preciso acompanhar as mudanças, ter uma visão de si e do mercado, para não correr o risco de ficar para trás”, afirma.

As tecnologias destacadas pela Siemens, inclusas no que a companhia chama de Plataforma de Inovação Digital, também dão atenção aos investimentos legados. 

Conforme Allyson Chiarini de Faria, diretor de Marketing da multinacional para a América do Sul, a ideia não é oferecer produtos para que as empresas abandonem o que já têm e saiam fazendo novos investimentos. 

Ao contrário: a Siemens PLM se posiciona, nas palavras do diretor, como “o tabuleiro verde do Lego”, onde já há peças contidas, mas também “espaços em branco a preencher, levando o cliente à Indústria 4.0”. 

Sobre a evolução do mercado brasileiro neste contexto, Michel e Faria concordam que há, ainda, muito mercado em aberto. 

“Existem iniciativas de muitas empresas, mas ainda há muito a ser feito. O país está atrasado, em relação a outros mercados, na adoção de tecnologias de Indústria 4.0, é preciso aumentar a maturidade das empresas em entender o que precisa ser feito e como fazê-lo”, avalia Faria.