Brasil será campeão, segundo o GS. Foto: divulgação.

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Às vésperas da Copa do Mundo no Brasil, praticamento todo mundo está entrando no ritmo da maior competição de futebol do mundo, que terá seu chute inicial no dia 12 de junho. Até o banco norte-americano Goldman Sachs entrou nessa, divulgando seus palpites para o torneio.

De acordo com o banco, o Brasil, seleção dona da casa, tem as maiores probabilidades de levar a taça, com 48,5% a favor, ou uma em cada três chances de ganhar. Atrás - bem atrás - da seleção canarinha, vem os rivais argentinos, com 14,1% (2 chances em 9).

As outras seleções favoritas são a Alemanha, com 11,4%, e a atual campeã mundial e primeiro lugar no ranking da FIFA, Espanha, com 9,8%. Em quinto vem a Holanda, com 5,6%, e atrás vem todo o resto das 32 seleções participantes, com percentuais variando entre 0% (várias seleções) e 1,5% (Itália).

Para explicar os números levantados, o banco explica que cruzou diversos números e resultados das seleções para chegar ao detalhados relatório, que você pode conferir abaixo.



Dominic Wilson e Jan Hatzius, economistas do GS que conduziram o estudo, afirmaram inclusive que gostariam que a equipe tivesse o mesmo tipo de dedicação que tiveram no estudo da Copa, aplicado ao seu trabalho normal.

O trabalho envolveu previsões de resultado para cada jogo da primeira fase, assim como os cruzamentos para a fase eliminatória e cada resultado até a final do torneio, em que o banco aponta que o Brasil vencerá a Argentina por 3 a 1.



"As previsões para cada jogo são baseadas em uma análise regressiva que usa a história completa dos jogos oficiais das seleções desde 1960. Isto nos deu cerca de 14 mil observações para os coeficentes de nosso modelo", destacaram os economistas para o Wall Street Journal.

No entanto, o Goldman Sachs trata rápido de dizer que sua previsão não é nenhuma aposta quente, mesmo que diga claramente que tradição pesa mais em um torneio como o Mundial.

"Para ser claro, nosso modelo não usa informações da qualidade do time ou de jogadores individualmente que não se refletem no histórico da seleção. Por exemplo, se um jogador responsável pelo sucesso recente do time está lesionado, isto não afetará nossas previsões. Também não há espaço para juízos de valor, pois a abordagem é totalmente estatística", destacou o banco.

O mundial deste ano marca a primeira vez que o Goldman Sachs tomou uma posição científica e detalhada para suas previsões. Em edições anteriores do torneio, o banco publicou suas deduções para as quatro seleções semifinalistas. Em 2010 e 2006, acertou duas, mas em 2002, por exemplo, não acertou nenhuma.

Vale lembrar que o poder de dedução da Goldman Sachs no mercado de valores - onde de fato deveria mostrar seu trabalho - não foi dos melhores em tempos recentes. O banco foi um dos principais atores na catástrofe do mercado imobiliário que se abateu sobre os Estados Unidos em 2008.