RS fica em segundo lugar em longevidade e segurança. Foto: flickr.com/photos/bombeador

O Rio Grande está desde 2005 sem subir na tabela de desenvolvimento dos estados no país. Embora a posição seja boa, ficando em quarto lugar, o estado assiste no mesmo posto a movimentação de outras unidades da federação.

Uma parceria entre PUCRS e Zero Hora apresentou hoje o Índice de Desenvolvimento Estadual-RS (iRS). O indicador mede o desempenho dos estados em três dimensões: padrão de vida, educação e, reunidos, longevidade e segurança.

Separando os quesitos, o estado fica em segundo lugar em longevidade e segurança, em quinto em padrão de vida e em oitavo em educação.

O primeiro estado no ranking do iRS é São Paulo, seguido por Distrito Federal e Santa Catarina.

Segundo a ZH, o Rio Grande do Sul mantém o posto de potência nacional e segue exibindo números positivos, mas avança em um ritmo menor do que o de outras unidades da federação.

O iRS, por enquanto, retrata o Brasil de 2005 a 2012 – por não terem sido divulgadas oficialmente, estatísticas de 2013 ficaram de fora. O estudo começou há cinco meses e tem como base o mesmo referencial teórico do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

No entanto, o índice publicado pelo jornal gaúcho foi mais bondoso com os gaúchos, se comparado ao IDH, publicado nacionalmente e baseado em informações do Censo.

Segundo o último resultado do IDH publicado, o Rio Grande do Sul fica em sexto lugar, inclusive ficando na pior posição entre os estados da região Sul. No IDH, o Paraná é quinto lugar e Santa Catarina, terceiro.

No entanto, nâo subir no iRS não quer dizer exatamente que o estado não cresceu. Em 2013, o estado teve um crescimento de 5,8% em seu Produto Interno Bruto e deve emplacar três supersafras seguidas em 2013, 2014 e 2015, o que renderá cerca de R$ 24,1 bilhões aos produtores rurais.

Por falar em crescimento, o estado que teve um desenvolvimento acentuado nos últimos anos foi o Rio de Janeiro, que desde 2005 subiu da décima-sexta posição diretamente para o sexto lugar no iRS.

Pernambuco deixou a lanterna do índice que ocupava em 2005 e conquistou nove posições em sete anos. Nesse período, Roraima saiu da 17ª para a 10ª colocação, e Minas conseguiu passar da sexta para a quinta posição. São Paulo deixou a vice-liderança para alcançar o topo.