Florianópolis lidera o ranking dos municípios que mais contrataram em TI. Foto: Flickr.com/fran001.

O estado de Santa Catarina lidera o país quando o assunto é criação de empregos na área de TI em 2015, com um aumento de 3,6% no total.

Só outros três estados apresentaram crescimento: o Rio de Janeiro apresentou alta de 2,7%, o Rio Grande do Sul teve aumento de 1,4% e São Paulo 0,7%.

Florianópolis lidera o ranking dos municípios que mais contrataram em TI, com crescimento de 6,9%, seguido de Blumenau (3%). 

Porto Alegre ficou em terceiro lugar (aumento de 2,7%), com o Rio de Janeiro em quarto (2,1%) e outra cidade catarinense, Joinville, em quinto (crescimento de 0,7%). São Paulo ocupa a sexta posição (0,6%).  

O estudo foi feito pela companhia de big data catarinense Neoway e divulgado pela Acate, com informações de bases públicas como Ministério do Trabalho e Emprego, IBGE e Receita Federal.  

A versão divulgada para o público, no entanto, não traz o total de posições de trabalho em cada estado, ou qual foi a porcentagem de queda dos estados onde houve diminuição. 

O país como um todo perdeu 0,1% do número de empregados (lembrando que a pesquisa é feita com dados oficiais, e, portanto, não inclui informação relativa a PJs).

Ao todo, Santa Catarina reúne 2,9 mil empresas de TI no estado, cerca de 5,3 mil sócios empreendedores e empregamos 47 mil pessoas. 

O setor tem um peso específico importante na economia catarinense: o faturamento de de R$ 11,4 bilhões corresponde a aproximadamente 5% do PIB do estado.

"Temos um forte e diferenciado ecossistema de inovação e nosso sonho grande é, num período de 10 a 15 anos, tornar o setor de tecnologia a maior indústria do estado", afirma o presidente da Acate, Daniel Leipnitz.

A Acate está fazendo barulho com a pesquisa, apresentada em Florianópolis recentemente em um evento de 300 convidados, com a presença de autoridades federais e estaduais e do ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab. 

Florianópolis é destaque entre os polos nacionais de tecnologia em termos de faturamento médio das empresas, com R$ 5,2 milhões por ano.

A capital catarinense ficou em terceiro lugar, atrás somente de Campinas, com R$ 9,1 milhões e Rio de Janeiro, com R$ 6,4 milhões.

O mais chamativo nessa lista, no entanto, é Blumenau e Joinville ficam entre as cinco maiores com R$ 4,8 milhões e R$ 4,6 milhões, o que deixa as cidades catarinenses muito próximas de São Paulo, com R$ 4,9 milhões.

Porto Alegre vem em sétimo, com R$ 4,1 milhões e Curitiba em oitavo, com R$ 3,5 milhões.

Os empregos ainda são preenchidos na sua grande maioria por profissionais catarinenses, totalizando 83% do total.

O polo de Florianópolis, no entanto, já atrai mais mão de obra de fora. O total ainda é 77% catarinense, mas 6,6% vem de São Paulo. Gaúchos e paranaense também tem grupos importantes.

“Com um cenário formado por empreendedores locais - pouquíssimas foram as empresas de outras regiões ou grandes multinacionais que vieram para Santa Catarina - temos muitos motivos para nos orgulharmos do que construímos”, afirma no texto de abertura do relatório Gabriel Sant’Ana Palma Santos, secretário executivo da Acate.