Startup embrulhada para levar. Foto: Pexels.

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O McDonald’s vendeu para a IBM uma tecnologia de inteligência artificial para reconhecimento de voz adquirida pela gigante de fast food em 2019.

A ideia da cadeia de lanchonetes era embutir a tecnologia da startup Apprente no seu aplicativo e nos quiosques de autoatendimento. Parece que não é tão fácil assim. 

Em nota, o McDonald’s afirma que o trabalho com a tecnologia da Apprente gerou “benefícios substanciais para clientes e equipes”, mas que daqui para frente a expertise da IBM em construir soluções de atendimento ao cliente com AI e processamento de linguagem natural vai ajudar a escalar a tecnologia.

No caso, os desafios incluem a integração de linguagens adicionais, assim como sotaques e variações de menus. A tecnologia vai entrar no portfólio de inteligência artificial Watson, dentro da linha de atendimento ao cliente.

Isso parece fazer sentido, tendo em conta a estrutura do faturamento do McDonald’s, que foi de US$ 19,2 bilhões em 2020, sendo quase um terço só nos Estados Unidos. 

Assim, o desafio de fazer um roll out da tecnologia para, digamos, português brasileiro com sotaque carioca talvez não encontrem retorno nos ganhos de agilidade das lanchonetes do Rio de Janeiro.

A decisão do McDonald’s pode ser vista como um alerta sobre as dificuldades de desenvolver e integrar tecnologias para empresas nas quais essa não é a atividade fim, por mais que elas se apliquem ao core business da organização (estou pensando em você, Magazine Luiza).