Cisco sugere nova estratégia para América Latina. Foto: divulgação.

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Mais da metade das empresas latinoamericanas ainda confiam a maior parte de seus investimentos para hardware, enquanto que no exterior cada vez mais o dinheiro é empregado em plataformas de software baseadas em nuvem.

Este dado foi um dos principais tópicos de um estudo divulgado pela Cisco e Frost & Sullivan nesta quarta-feira, 29, o que apontou a necessidade de novas estratégias de negócio para a marca no mercado latino.

De acordo com a multinacional, mais de 30% das companhias em regiões mais desenvolvidas estão investindo em nuvem para reduzir custos e riscos.

Entretanto, conforme apontou Wenceslau Lada, vice-presidente de Serviços da Cisco, as empresas não estão adotando o mapa tecnológico como parte integral de suas estratégias, isso porque carecem de pessoal e dos recursos necessários para desenvolver um foco amplo e integral das soluções. 

“O conceito de Internet de Todas as Coisas é o caminho para sintetizar um futuro empresarial no qual os negócios estarão conectados com as pessoas, processos, dados e soluções, otimizando, assim, a eficiência e a produtividade”, acrescenta.

O estudo foi apresentado em uma sessão de telepresença que reuniu representantes de diversos países da região, chamando a atenção das integradoras e sugerindo a necessidade de novas abordagens de negócios.

Como recomendações, durante o evento foi proposto que as empresas devem fazer uma análise diferente na hora de implementar soluções. De acordo com Lada, quando se opta por soluções individuais para resolver soluções particulares, as empresas devem estar cientes dos riscos que correm. 

“É comum entre as organizações presentes na América Latina adotar novas tecnologias de maneira frenética que permitem que uma solução pontual baseada em servidores. Entretanto, essa postura afeta os processos e aumenta os custos de TI, gera mais complexidade, além de reduzir a eficiência e a flexibilidade", avalia. 

No entanto, Lada adverte que essa solução está fora de alcance para a maioria das empresas que carecem de pessoal e dos recursos necessários para desenvolver um foco amplo e integral das tecnologias.

"É por isso que os CIOs, em particular, são responsáveis por impulsionar o negócio usando as tecnologias de acordo com um plano, que deve ser adaptado à realidade de cada companhia, para otimizar os investimentos”, adverte o executivo.