Lávio Falcão, presidente da IFS na América Latina.

A IFS, empresa sueca de soluções de gestão empresarial, fechou o ano passado com vendas de 3,3 bilhões de coroas suecas, algo cerca de US$ 372 milhões, uma alta de 5% frente aos resultados de 2014

A venda de novas licenças foi de US$ 75 milhões, uma alta de 14%. Já o EBITDA ficou em US$ 49,9 milhões, alta de 17%.

A IFS é uma empresa menor que SAP e Oracle, com as quais disputa no mercado de ERP com o diferencial de ser muito competitiva em verticais como energia, óleo e gás, manufatura complexa e aviação e defesa, nas quais as empresas lidam com ativos que precisam ser gerenciados por longos períodos de tempo.

É aí que faz diferença a oferta dos seus sistemas de gestão somados a linhas de software de gerenciamento de ativos (EAM) e gestão de serviços (ESM), que permitem a esse tipo de clientes administrar seus negócios de maneira diferente do que fariam com base nas soluções de gestão da concorrência. 

Nos últimos tempos, a companhia vem tomando medidas para fortalecer sua posição no mercado de ERP, envolvendo mudanças na área comercial, assim como upgrades na tecnologia.

O IFS 9, lançado no ano passado no evento mundial da empresa em Boston, incluiu funcionalidades de mobilidade e colaboração, além de uma nova arquitetura no seu core que facilita a migração das soluções para a nuvem. A empresa trabalhou com a Microsoft para customizar essa oferta no Azure.  

Comercialmente, a empresa organizou ao longo de 2014 um programa de canais para organizar e classificar seus cerca de 300 parceiros e outro de treinamento de certificação para profissionais.

As mudanças tem repercussão no Brasil, onde a companhia pretendia incrementar suas vendas indiretas em 10 pontos percentuais no ano passado, chegando a 30%.

Um dos grandes passos nesse sentido foi a assinatura de um acordo com a Ação Informática em março do ano passado, com a meta de agregar receitas adicionais de R$ 75 milhões nos próximos três anos.

A IFS tem 165 clientes no Brasil, onde mantém cerca de 200 profissionais, uma parte deles trabalhando na localização do software, que é usado por empresas como Corsan, Instituto Butatan, Plaenge e Bardahl.