Procergs, com o centro administrativo do estado ao fundo. Foto: site/Procergs.

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A Stefanini já entregou mais de 100 mil horas de desenvolvimento na Procergs, depois de levar um contrato de fábrica de software na estatal gaúcha de processamento de dados em 2009.

A informação faz parte de uma nota divulgada pela Stefanini destacando as realizações do período, que incluem o desenvolvimento de um sistema informatizado de controle de informações dos 90 presídios do Rio Grande do Sul desenvolvido em Java com banco de dados Oracle.

É difícil de saber o quanto as 100 mil horas entregues significam em relação ao que foi adquirido pela estatal há quatro anos atrás.

A licitação, a maior do gênero já realizado na história da Procergs, era para contratar 20 mil pontos de função em linguagens Net, Java, VB6 DNA e Delphi e quatro mil horas de consultoria técnica por um período máximo de cinco anos.

Não existe uma equivalência clara entre o ponto de função – métrica conhecida como o “metro quadrado do software – e as horas de desenvolvimento usadas em cada ponto, que podem variar de acordo com a qualidade dos programadores alocados.

O desenvolvimento típico de um ponto de função em Java, por exemplo, fica em 8h, mas a quantidade pode variar em menos 3h ou mais 4,5h. Em .Net, a média é 8h, com uma variação ainda maior, entre menos 3h ou mais 6h.

A reportagem do Baguete procurou a Stefanini para questionar quantos pontos de função haviam sido entregues, o que determinaria a proximidade ou não de uma nova licitação, mas a empresa – talvez por isso mesmo – disse que não divulgaria os dados.

A Stefanini levou o contrato com uma oferta de R$ 8,2 milhões, pouco menos da metade da previsão da Procergs.

O preço foi decisivo numa competição que pontuava técnica e qualidade no qual a Stefanini fez  96,45 pontos, contra Politec (92,58), Unitec (89,24), DBA (87,04) e da gaúcha Meta IT (70,09).