Jessé Gusmão, gerente corporativo de TI da Quantiq.

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A Quantiq, uma das maiores distribuidoras de produtos químicos do Brasil, adotou o suporte terceirizado da Rimini para o seu sistema de gestão S/4 Hana da SAP no final do ano passado.

Até agora, a Rimini só fechou dois contratos desse tipo no Brasil, sendo o outro deles com os laboratórios Dasa. 

Para Jessé Gusmão, gerente corporativo de TI da Quantiq, a chave para tomar a decisão foi o fato do ERP estar “totalmente estabilizado”. 

A Quantiq foi uma das primeiras empresas a adotar o S/4 no Brasil, ainda em 2018, e tem o ERP rodando numa nuvem privada dentro da Azure.

“Queremos manter o ERP no transacional, onde a solução da SAP é das mais robustas e confiáveis que existem”, explica Gusmão, agregando que a ideia é agregar outros softwares especializados para outras funções, atuando de maneira integrada.

Dois exemplos são na área de relacionamento com clientes, na qual a Quantiq usa o software de CRM da Salesforce como front-end para todo o seu comercial, e na de planejamento de produção, na qual funciona o software GTplan, um líder no segmento químico.

A Quantiq era até 2017 controlada pela gigante petroquímica Braskem, que vendeu a empresa por R$ 550 milhões para a GTM Holdings, distribuidora de produtos químicos com atuação na América Latina.  

Foi a partir da venda, que gerou a necessidade de separar os sistemas de gestão, que a Quantiq tomou a decisão de adotar o S/4.

A companhia, fundada em 1991 pelo Grupo Ipiranga como Ipiranga Química, atua em mais de 30 segmentos de mercado, indo desde adesivos até lubrificantes, passando por borracha, farmacêutica e construção civil.

A Rimini está no Brasil desde 2011 e tem atualmente 120 clientes no país entre usuários SAP, Oracle e Salesforce, incluindo nomes como Algar Telecom S.A, Bombril, Cacau Show e CPFL Energia.

A companhia é líder no mercado de suporte terceirizado, com uma participação de 83% segundo o Gartner.

A conquista de clientes de suporte terceirizado para o S/4 Hana é estratégica para a Rimini.

Hoje em dia, a grande maioria dos clientes usa o ECC, a versão anterior do produto, e adere ao suporte terceirizado visando justamente postergar o investimento necessário para ir para o S/4.

A tese de investimento da Rimini é que os atuais do ECC devem usar o ERP no mínimo até 2030, quando se encerra o suporte da SAP.

Por outro lado, a SAP está empenhada em migrar os clientes para o S/4 Hana na nuvem e, apesar de ter prorrogado os prazos para o upgrade em 2020, também tem lançado iniciativas para tornar a decisão mais atrativa

Outro fator a se ter em conta é que os novos clientes SAP já entram para a base S/4 e formando um novo mercado potencial para a Rimini.