Divulgação, Kai Hendry/Flickr

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A chinesa Lenovo estuda a abertura de uma fábrica no Brasil para produzir computadores localmente e evitar as taxas de importação, informa o Wall Street Journal.

Segundo o executivo da empresa responsável pela Ásia e pela América Latina, Milko Van Duijl, a companhia tem interesse em compras ou parcerias no mercado brasileiro.

Na mira de aquisições, a Lenovo já apontou para a CCE e para a Positivo Informática. Nenhum tiro confirmado, ainda.

Por trás das investidas estão os incentivos fiscais ao setor no Brasil.

Van Duijl reconhece que a empresa não consegue ser competitiva no país sem uma base de fabricação local.

“Quando você precisa adicionar taxas de importação ao negócio do PC, que já tem margens pequenas, não há chance de sucesso”, admite Van Dujil.

Calcula-se que a redução de preço para produção local pode ficar entre 30% e 35%, dependendo do nível de adesão do fabricante às exigências do Processo Produtivo Local (PPL) do governo federal.

O PPL prevê descontos maiores de impostos de acordo com a quantidade de componentes locais nos equipamentos.

Junto aos consumidores, o executivo diz que a Lenovo vai continuar apostando nos PCs como carro-chefe para aumentar a participação nos mercados emergentes.

Como coadjuvante, porém, a empresa também investiráe na criação de smartphones e tablets.

Hoje, a Lenovo é a fabricante de PCs mais popular da China e, de acordo com o instituto Gartner, é a segunda maior fabricante de computadores, com 13,1% de share no primeiro trimestre de 2012. A empresa comprou o negócio de PCs da IBM em 2005.