Danilo Dias, CEO da Smiths Detection Brasil.

Tamanho da fonte: -A+A

A inglesa Smiths Detection está em busca de 10 canais brasileiros para seus sistemas de segurança e controle.

O alvo são empresas entre dez e 200 funcionários que tenham interesse em alavancar as vendas de soluções de screening em segmentos como construção civil e hospitalar, por exemplo.

“Pense em todo o ganho que uma grande obra pode ter zerando os gastos com roubo de ferramentas, por exemplo”, projeta o CEO da Smiths Detection Brasil, Danilo Dias.

De acordo com o executivo, o payback de um projeto do tipo pode se dar em pouco mais de seis meses.

A ideia é que os canais façam vendas com um tíquete médio mais baixo que os grandes negócios que a empresa está habituada, como a segurança da Rio +20, que acaba de ser encerrada no Rio de Janeiro.

“Acredito que os canais consigam responder por até um terço do faturamento no país”, analisa Dias, destacando que a empresa já possui 1,2 mil equipamentos de inspeção por Raio-X e sistemas detectores de traços e identificadores de químicos e operações em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.

Fomentar vendas indiretas são parte dos planos de diversificação dos negócios no Brasil da multinacional, dona de um faturamento de US$ 765 milhões em 2011.

A movimentação começou há 12 meses, quando a empresa comprou parte do negócio do até então canal exclusivo EBCO Systems no país.

Desde então, a companhia conseguiu aumentar as vendas em 54%.

Ao mesmo tempo, a empresa reduziu a participação do setor público nas vendas de 95% - até então o principal negócio no país era a venda de equipamentos de raio X usados nos aeroportos controlados pela Infraero – para 35%.

O grande responsável pelo resultado foi a venda de sistemas de monitoramento de cargas para as empresas controladoras de 13 portos brasileiros responsáveis em 2011, por 73% da movimentação dos contêineres que transitaram nos portos nacionais.

QUEM É O CEO
Dias entrou na Smiths vindo da SITA, uma gigante em comunicações de transporte áereos e soluções em TI, onde foi vice-presidente regional para a América Latina e Caribe. Anteriormente trabalhou nos cargos de Executivo Sênior na Orange, Shell e Exxon.