Fonte: Pixstudios

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O que, em princípio, começou como uma brincadeira de criança, acabou por se tornar um mercado promissor e altamente lucrativo. Estamos falando da indústria dos games que, com a evolução tecnológica e as mudanças de conteúdo, atingiu o segmento adulto e conquistou milhões de fãs e seguidores em todo o mundo.

O mercado de games está em ascensão e deve gerar US$ 99,6 bilhões até o fim do ano, valor 8,5% superior ao gerado no mesmo período no ano passado. 

E a realidade brasileira não é diferente: responsável por uma indústria altamente lucrativa, a prática de jogos eletrônicos segue de vento em popa no Brasil, e chega a faturar cerca de R$ 1 bilhão por ano em todo o país.

O mercado brasileiro de games é o terceiro que mais cresce no mundo. Além disso é o principal mercado de jogos digitais na América Latina e o quarto no mundo em consumo desta tecnologia, com 3,4 milhões de gamers digitais, perdendo apenas para Estados Unidos, Japão e China. O país deve alcançar a marca de US$ 1,6 bilhões no comércio de jogos em 2017, segundo levantamento da Super Data Research. 

 

A pesquisa também registrou que a plataforma mais usada de todas é o smartphone: 81,2% dos entrevistados afirmam que jogam no celular, enquanto 66,9% dizem jogar em computadores e 45,7% em consoles.

Dados relevantes da DigiCapital também confirmam a tendência de que a plataforma mais utilizada é a dos aparelhos móveis.

A Game Brasil 2016 trouxe também informações importantes. O  Xbox 360 ainda é o console mais usado entre os brasileiros, com 40,9% dos entrevistados afirmando que jogam no aparelho, seguido do PlayStation 2, com 35,3%, e o PlayStation 3, com 29,5%. 

EM 2015, a Game Brasil revelou que atualmente há mais brasileiros jogando videogames do que praticando esportes.

De olho nesse crescimento, empresas estrangeiras e nacionais prometem megaeventos voltados para o público gamer. Em 2017 os fãs de games terão vários eventos espalhados pelo país e, apesar de os estados de São Paulo e Rio Grande do Sul liderarem o comércio de games no país, dois dos maiores eventos ocorrem no Rio de Janeiro.  

Entre os dias 21 a 23 de abril, o Riocentro, no Rio, recebe o Geek Game Rio Festival 2017, evento direcionado para os públicos de gamers e geeks. 

“O mercado de games não será impactado pela situação econômica. Nosso público investe em entretenimento e vai procurar cada vez mais os eventos desse porte”,  explica Alexandre Marinho, um dos organizadores do Geek Game Rio.

Outro evento no Rio de Janeiro  é o Brasil Game Cup, focado em eSports, que receberá novas sedes para os eventos de esportes eletrônicos. Acontecerá entre os dias 7 e 9 de abril, no Centro de Convenções Sul América.

No mês de junho, na cidade de São Paulo, acontece o BIG Festival (Brazil's Independent Games Festival), tido como o mais importante festival de jogos independentes da América Latina.

Com o crescimento dos jogos para mobile, que atingiram a receita de US$ 28 bilhões a nível mundial - um crescimento de 38% nos dois últimos anos - os jogos online e temáticos tiveram um acréscimo de popularidade entre os gamers e se tornaram atração em todo o mundo. 

No mercado de games global, os jogos online são responsáveis por 21% do mercado total de games, e este valor deve chegar a US$ 13 bilhões em 2017. 

O relatório do SuperData mostra que os jogos online grátis - os chamados “free to play” - geram uma receita bem maior do que os games com planos de assinatura. Países como o Brasil e a Rússia estão entre os principais mercados do modelo gratuito.

Há ainda os jogos sociais, aqueles que são utilizados em redes como Orkut, MySpace e Facebook. Eles abriram um novo mercado para a indústria de games e a possibilidade de oferecer jogos online barateou o negócio e ampliou o número de gamers em todo o mundo.

No Brasil, jogos com fins educativos, solicitados pelo governo e por instituições de ensino, e aqueles criados para empresas que apostam na gamificação no processo de formação de novos clientes ou stakeholders, também estão em amplo crescimento.