Foi avaliado o desempenho dos 17 pontos instalados pela cidade. Foto: Cristina Leipnitz/Divulgação PMPA.

Na semana passada, a Zero Hora visitou 13 locais para testar a qualidade do wi-fi gratuito disponibilizado em praças, parques e pontos turísticos de Porto Alegre. A conclusão é que a velocidade de navegação cobra em paciência dos usuários.

O teste foi realizado com um iPhone 5S e o aplicativo Speed Test. Foi avaliado o desempenho em cada um dos 17 pontos instalados pela cidade — só o Parque da Redenção conta com quatro deles. 

Com a ajuda de Rodrigo Righi, professor e pesquisador do Programa Interdisciplinar de Pós-Graduação em Computação Aplicada da Universidade do Vale do Rio do Sinos (Unisinos), as taxas de upload e download identificadas pelo aplicativo foram convertidas em situações corriqueiras, como postar uma foto no Instagram, acessar o e-mail, assistir a um vídeo no YouTube ou receber um arquivo pelo Whatsapp. 

O objetivo era saber quanto tempo o usuário levaria para realizar cada uma dessas atividades utilizando a conexão gratuita.

Dos quase 20 pontos, três estavam desativados: Parque Marinha e Esplanada da Restinga, ambos com a caixa do equipamento violada, e o Parque Harmonia, onde o totem — assim como o sinal — não foi identificado. 

Entre os que funcionaram, somente dois viabilizariam, por exemplo, carregar um vídeo de três minutos no YouTube em tempo razoável: a pista de skate do IAPI e o Largo Zumbi dos Palmares. Na maioria deles, o simples ato de postar a foto do seu piquenique no Instagram pode levar mais de um minuto.

Em todos os pontos em funcionamento, seria possível realizar tarefas básicas, como ler e-mails e trocar mensagens pelo Whatsapp sem maiores complicações.

“Os números fornecem uma estimativa, mas há muitas variáveis, como a quantidade de pessoas que disputam a banda, os obstáculos entre o usuário e o totem e a distância do servidor. Se a conexão estiver mesmo ruim, ela funcionará melhor para coisas textuais” explica Righi.

Os pontos de wi-fi gratuito fazem parte do projeto Porto Alegre Livre, desenvolvido pela prefeitura para possibilitar o acesso à internet em espaços públicos de convivência. 

A Companhia de Processamento de Dados do Município de Porto Alegre (Procempa) enviou, em nota, o contraponto para a reportagem da Zero Hora.

Leia o comunicado:

- O serviço de Porto Alegre oferece conexão de 1 Mbps por usuário, para download e upload, o dobro de São Paulo, por exemplo, onde a conexão é de 512 Mbps

- A internet wi-fi gratuita possui limites técnicos

- A velocidade de navegação depende do número de usuários simultâneos conectados

- A Procempa admite que a rede é lenta para alguns serviços, como, por exemplo, assistir ou enviar vídeos. A perspectiva é que seja possível efetuar tarefas básicas por meio da internet wi-fi gratuita, como, por exemplo, acionar sistema de emergência, enviar e-mails ou utilizar o serviço de comunicação instantânea

- Porto Alegre possui internet wi-fi gratuita em 15 áreas de lazer e nenhum ponto está desativado, ainda que, nesta semana, três deles tiveram o serviço interrompido temporariamente. Na Casa do Gaúcho e no Parque Marinha do Brasil, os rádios não operaram de segunda a quarta-feira, para manutenção dos equipamentos. Na Esplanada da Restinga o rádio sofreu depredação, o que ocasionou transmissão fraca do sinal. O serviço estará normalizado até amanhã (sábado)

- Os cidadãos que perceberem interrupção ou falha no serviço de internet wi-fi gratuita podem informar à Procempa e à Prefeitura Municipal (PMPA) por meio do serviço de atendimento ao cidadão Fala Porto Alegre, pelo telefone 156 ou preenchendo o Formulário para Solicitação de Serviços