Impressão 3D em alta. Foto: divulgação.

O mercado de impressão 3D está em uma acentuada curva ascendente e não deve parar tão cedo, chegando a cerca de 5,6 milhões de unidades vendidas em 2019.

Quem aponta esse número é o Gartner. De acordo com a consultoria, as remessas de novas impressoras crescerão em um ritmo superior a 100% em cada ano a partir de 2016 até 2019.

Para 2016, a venda global esperada de impressoras 3D deve chegar a 496,4 mil unidades, um aumento de aproximadamente 103% em relação as então previstas 244,5 unidades que devem ser comercializadas este ano.

De acordo com a consultoria, a aceleração do segmento é puxada por tanto o setor público quanto o privado, que reconhece que a impressão 3D ameaça setores que confiam em tecnologias de manufatura tradicionais para as suas vendas.

"As inovações em qualidade e desempenho em todas as tecnologias de impressão 3D estão direcionando tanto as empresas quanto a demanda do consumidor, com taxas de crescimento para impressoras 3D aumentando significativamente”, disse Pete Basiliere, vice-presidente do Gartner.

Além da indústria, impressoras 3D que custam abaixo de US$ 2,5 mil estão ganhando espaço em escolas e universidades por seu baixo custo, à medida que estão avançando em sua qualidade de impressão.

Já os drivers de impressão 3D no mercado corporativo são aqueles que buscam por materiais mais sofisticados.

“Impressoras 3D para uso corporativo conseguem não apenas prototipar novos produtos e produzir ferramentas que são usadas para fazer outros itens, como também imprimir rapidamente bens de alta qualidade”, disse Basiliere.

O potencial da tecnologia junto às empresas já é reconhecido pelas companhias. Um estudo da Tech Pro Research realizado no final de 2014 revelou que 60% das empresas já usa ou pretende utilizar o conceito em um futuro próximo.

Apesar do alto percentual de interessados no conceito, poucos (12%) já encontram-se em fase operacional quanto ao uso. O maior percentual encontra-se entre aqueles em estágio de avaliação e interesse para começar a rodar projetos em um intervalo de até 36 meses. Ainda, 40% respondeu que não possui qualquer plano de adotar soluções de impressão 3D visíveis em seu horizonte.