Mulheres são minoria nas startups. Foto: Pixalab.

A Wayra, aceleradora de startups da Vivo, está promovendo o #womensage, uma ação visando aumentar a participação de mulheres em empresas de tecnologia.

Até o dia 23 de outubro, startups de todo o país que tenham interesse em contratar mulheres poderão cadastrar suas vagas pelo site da startup de seleção de profissionais Gupy.

No mesmo site, mulheres empreendedoras que tenham interesse em trabalhar em uma dessas startups poderão se candidatar e concorrer às vagas, clicando em “inscreva-se como candidata”. 

Com isso, as empresas receberão a base de talentos femininos já pré-selecionada e ranqueada, levando-se em consideração o perfil empreendedor e potencial das candidatas.

As selecionadas serão contatadas e passarão por treinamento via webinar para aumentar suas chances de contratação no mundo empreendedor. 

Elas receberão dicas sobre como é trabalhar em startup, em áreas como tecnologia, marketing, produto e atendimento ao cliente.

A Telefónica Open Future e a Gupy vão selecionar até 60 empresas para a ação de recrutamento. Desse total,  30 empresas poderão participar de uma feira de recrutamento do em novembro na Wayra Brasil, em São Paulo, onde será finalizado o processo.

Paralelamente à feira de recrutamento, o evento discutirá como motivar o empreendedorismo feminino e estimular a contratação de mulheres para cargos de liderança nas empresas.

Serão consideradas startups, nessa seleção, as empresas de base tecnológica que desenvolvam soluções de software, hardware ou serviços de TI e que tenham de 1 a 5 anos de existência. 

“O ambiente de statups está diretamente ligado à inovação e à tecnologia que muitas mulheres acreditam não ser adequado para para elas, mas a diversidade traz uma complementaridade de características que pode ser o diferencial para o sucesso de um negócio inovador”, diz Renato Valente, country manager do Open Future Brasil. 

O problema da falta de presença feminina nas startups vem desde o nascedouro. 

Não existem dados sobre o tema no Brasil, mas nos Estados Unidos estudos apontam que companhias lideradas por mulheres recebem apenas 7% do venture capital disponível.

Segundo alguns pesquisadores, o desequilíbrio pode ter a ver com discriminação sexual.

Uma pesquisa, por exemplo, mostrou vídeos de pitchs de empresas para 521 pessoas, metade delas mulheres, com a narração em off, sem mostrar os empreendedores. Com o mesmo conteúdo, 68% escolheram o projeto narrado por uma voz masculina e 32% o com a voz feminina.

De acordo com estudo realizado pela Peterson Institute for International Economics, empresas com pelo menos 30% de presença feminina em cargos executivos seniores têm lucro 15% maior do que aquelas cuja presença é menor.

Mesmo assim, segundo outra pesquisa da multinacional de recrutamento e seleção Harvey Nasch, menos de um terço dos funcionários de tecnologia das empresas são mulheres.