Valdir Taborda. Foto: Baguete.

A ATI Solutions, representante exclusiva da gigante de data centers Aceco TI no Rio Grande do Sul, deve fechar o ano com um faturamento de R$ 50 milhões, alta de 66% frente aos resultados de 2013.

Boa parte da receita vem de grandes contratos, como o  Centro Integrado de Tecnologia da Informação, mega data center de R$ 40 milhões em construção em Porto Alegre para reunir as estruturas de informática do Hospital de Clínicas (HCPA), Centro Nacional de Supercomputação (Cesup) e Centro de Processamento de Dados da UFRGS (CPD-Ufrgs).

Mas de acordo com Valdir Taborda, diretor da  ATI Solutions, uma parte crescente do faturamento vem de projetos menores, em projetos de data centers na faixa entre R$ 200 mil e R$ 800 mil, em empresas que não constumavam contratar especialistas para obras desse tipo.

“Engenharia de data center é uma coisa muito diferente de engenharia predial e cada vez mais gente vem se dando conta disso”, avalia Taborda. 

O profissional frisa uma série de fatores que passam desapercebidos na maioria dos projetos de data centers feitos por gente de fora do ramo, como estabilidade do fornecimento de energia, tipos específicos de climatização necessária, circulação de ar e um longo etc.

“Já vi casos de data centers refrigerados por equipamentos de ar comum que ainda por cima pingavam em cima dos servidores”, exemplifica Taborda, que atua no mercado de projetos de data centers há 17 anos.

Um dos clientes recentementes de centros de dados de menor porte foi a BSBIOS, companhia de biodisel sediada em Passo Fundo. Para Taborda, um dos fatores determinante da alta de projetos de menor porte é a sofisticação do ambiente de TI em muitas companhias do interior.

“Não adianta ter um grande projeto de ERP rodando em um ambiente inseguro ou no qual os equipamentos sofram um desgaste desnecessário”, resume Taborda.