Selfies para o Instagram não faltaram nos estádios. Foto: Reprodução

A primeira fase da Copa do Mundo da Fifa se encerrou na quinta-feira, 26. Durante os 15 primeiros dias de mundial, foram tiradas 32 milhões de fotos nos estádios que utilizaram as redes de telefonia móvel instaladas pelas prestadoras.

Esse número é equivalente a 6 mil fotos por minuto, no período de maior tráfego, que segue do início da partida até o intervalo.

Nas 48 partidas disputadas até agora, foram feitas 2,8 milhões de ligações telefônicas e 31,7 milhões de comunicações de dados, incluindo e-mails, imagens e mensagens multimídia, com tamanho médio de 0,55 MB.

O recorde de envio de fotos pelas redes de telefonia móvel foi na partida entre Brasil e Camarões, na segunda, 23, no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, quando os torcedores enviaram ou postaram 1,6 milhão de fotos nas redes sociais.

Em segundo lugar, aparece a partida entre Bélgica e Rússia, disputada no no Maracanã, em que os torcedores enviaram 1,5 milhão de fotos, com tamanho médio de 0,55 MB. Na terceira posição, vem o jogo Argentina e Bósnia, também no Maracanã, com 1,4 milhão de fotos.

O maior volume de tráfego tem sido observado exatamente nos estádios com maior capacidade de público.

Na rede de telefonia móvel, o maior volume de dados trafegados ficou concentrado na tecnologia 3G, mas foi possível verificar também alto número de conexões pela rede 4G e pelo WiFi.

Para medir o tráfego total de 32 milhões de fotos, foi considerado um período de sete horas, começando três horas antes da partida e se encerrando duas horas depois do jogo.

A rede para chamadas telefônicas apresentou um total de 2,8 milhões de ligações nas 48 partidas da fase de grupos.

Os dados demonstram um comportamento típico dos usuários em grandes eventos, em que o uso do celular para ligações de voz se dá de forma mais intensa na chegada ao local, enquanto o uso de dados é mais elevado no início da partida.

Ao todo, 4.738 antenas fazem parte da infraestrutura interna instalada pelas prestadoras nas arenas.

Para a instalação da infraestrutura de telefonia móvel e de banda larga, as prestadoras fizeram uma parceria para a implantação de um projeto único, com investimentos de R$ 226 milhões e infraestrutura compartilhada.

Além da cobertura indoor, que permanecerá instalada nos estádios depois da Copa, as empresas de telefonia também investiram R$ 1,3 bilhão nas cidades que sediam os jogos, ampliando em 28%, em média, a infraestrutura que ficará de legado para a população.

 

WI-FI

Uma das soluções encontradas pelos especialistas após a Copa das Confederações para desafogar os gargalos das conexões móveis seria o Wi-Fi. Na semana passada, o Sinditelebrasil disse que dos doze estádios que sediam os jogos da Copa, seis não contaram com rede sem fio. O de São Paulo é um deles.

Além do Itaqueirão, o Mineirão (Belo Horizonte), Castelão (Fortaleza), Arena Pernambuco (Recife), Arena da Baixada (Curitiba) e Arena das Dunas (Natal) também não tem conexão Wi-Fi.

Em 2013, em entrevista para o Jornal Estadão, o presidente do sindicato garantiu que os doze estádios da Copa do Mundo teriam internet Wi-Fi gratuita durante os jogos em 2014. A infraestrutura teria valor de até R$ 100 milhões.

Ruckus Wireless foi a escolhida por um consórcio formado pelas quatro principais operadoras brasileiras - Claro, Oi, Telefônica e TIM - para fornecer tecnologia de Smart Wi-Fi para dois estádios da Copa de 2014: Mané Garrincha, em Brasília, e Fonte Nova, em Salvador.

Estava acordado que a infraestrutura seria compartilhada entre todas as operadoras de telefonia, o que poderia ajudar a reduzir congestionamentos no tráfego de dados de 3G e 4G, que tem investimento das companhias na instalação da cobertura de voz, 3G e 4G de R$ 200 milhões.

No entanto, apenas 38% desse investimentos foram aplicados. A informação veio do Tribunal de Contas da União, divulgado em março desse ano. 

Sem detalhar quais projetos estavam inacabados, dos R$ 171 milhões de orçamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), somente 39% foram usados.

Conforme publicação no TI Inside, o Ministério das Comunicações informou em dezembro do ano passado que a rede nacional da Telebras estava mais de 70% concluída e que chegaria a 3.570 municípios até o fim de 2014.

Na época, os analistas da Infonetics acreditavam que o problema do Brasil na Copa do Mundo não seria no interior dos estádios, visto que as operadores estavam instalando sistemas de antenas distribuídas. Para eles, os torcedores teriam dificuldade em fazer uso de seus celulares no entorno dos estádios.

Os especialistas destacaram que o país tem menos ERBs, mesmo com cinco operadoras móveis, do que a AT&T tem sozinha nos Estados Unidos.