TELECOM

Brisanet levanta R$ 1,25 bi na B3

30/07/2021 15:38

Cearense é o segundo provedor regional a fazer uma oferta pública na bolsa brasileira.

Foto: Cauê Diniz/divulgação.

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A Brisanet, cearense do segmento de telecomunicações, levantou R$ 1,25 bilhão em sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na B3, bolsa de valores oficial do Brasil.

A oferta teve coordenação do Santander com XP Investimentos, BTG Pactual, UBS, BB e Bradesco BBI. Segundo o site InfoMoney, o preço da ação saiu a R$ 13,92, no piso da faixa estimada pelos coordenadores, que ia até R$ 17,26 cada.

Em uma divisão secundária, atuais sócios pessoa física da companhia também venderam o equivalente a R$ 185,5 milhões de suas participações no negócio, totalizando uma transação de R$ 1,435 bilhão.

Fundada em 1998, a Brisanet é a maior do país entre os provedores independentes de internet de fibra óptica, operando em 96 cidades do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas com mais de 14,4 mil quilômetros de infraestrutura de backbone.

A companhia também controla a Agility Telecom, que atende 251 municípios na Região Nordeste, para a qual devem ir os recursos captados. Além disso, a Brisanet pretende investir na expansão da sua rede.

“Hoje, a entrada na B3 mostra o nível de maturidade e capacidade de continuarmos em expansão e, consequentemente, possibilitar retorno aos investidores, atrelado à segurança e comprometimento com o negócio", afirma José Roberto Nogueira, CEO da Brisanet.

Esta é a segunda IPO de um provedor regional na B3, sendo que a primeira também foi realizada nesta semana: a Unifique, segundo maior provedor regional de fibra óptica do Brasil, levantou R$ 818 milhões na bolsa brasileira.

Outra que deve seguir o mesmo caminho é a EB Fibra, um novo player com dinheiro de fundos que vem fazendo aquisições em série.

“Com o IPO, a 39ª oferta do ano que realizamos aqui na Bolsa, vemos também crescer a representatividade de empresas do Nordeste listadas e ampliamos a oferta de empresas de tecnologia com foco em conectividade que estão chegando ao mercado de capitais brasileiro”, destaca Rodrigo Nardoni, vice-presidente de tecnologia e segurança cibernética da B3.

O Brasil tem mais de 5 mil provedores regionais, espalhados por partes do país que não são atendidas por grandes operadoras.

Mas o setor está mudando rápido. As grandes operadoras estão chegando cada vez mais com fibra óptica em cidades na faixa dos 100 mil habitantes, o tradicional campo de atuação dos provedores regionais.

A reação está sendo consolidação, visando criar players mais parrudos. A EB Capital, gestora de private equity de Eduardo Sirotsky Melzer, levantou no ano passado R$ 2 bilhões para a EB Fibra, seu projeto de banda larga. 

Outra empresa que está investindo forte é a Vero, atualmente presente em 127 cidades, atendendo 400 mil clientes espalhados por Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O plano de investimentos é de R$ 1 bilhão até 2023.

Quem está bancando as compras é o fundo Vinci Partners, que criou a empresa em 2019 e, desde então, já fez 15 aquisições de provedores regionais.

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