QUEDA

O que aconteceu no Banco do Brasil?

30/08/2021 04:33

Banco fala em “falha em processamento”, site revela problemas no mainframe.

"Deu um probleminha aqui no processamento". Foto: Divulgação.

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O Banco do Brasil, uma das maiores instituições financeiras do país, ficou fora do ar por problemas de tecnologia por ao redor de 8 horas nesta sexta-feira, 27.

Segundo relatos nas redes sociais, o problema afetou pagamentos digitais, uso de cartão, acesso ao site e ao aplicativo e a retirada de dinheiro no caixa.

De acordo com o BB, os serviços teriam todos voltado para o ar às 22h da sexta.

O que aconteceu ainda não está claro. Em uma nota oficial, o banco fala apenas em “dificuldades de acesso causadas em decorrência de falha em processamento utilizado pelo banco”.

O banco também agregou que “reafirma a segurança e a integridade dos dados e de seus sistemas de informação”.

Essa última frase é um comentário indireto sobre a possibilidade da falha ter sido causada por um ataque hacker, um tipo de incidente que vem se repetindo com uma frequência assustadora entre grandes empresas do país.

De acordo com o site O Bastidor, técnicos do banco falaram em grupos de Whatsapp que o mainframe usado pelo BB saiu do ar.

Ainda de acordo com o site, o mainframe “desligou” porque houve 400 erros sistêmicos ao mesmo tempo na rede de comunicação de dados da instituição.

É pura especulação, mas o uso da palavra “processamento” para se referir a um grande falha em um mainframe tem lá a sua certa lógica. Tanto a palavra quando a tecnologia tem um ar de anos 70, quando imperavam nas empresas os chamados centros de processamento de dados.

Mas, ao contrário da época de ouro dos mainframes, a queda de sistemas de atendimento digital representa grandes problemas para um banco hoje em dia.

No segundo trimestre, o BB totalizou 21,6 milhões de clientes ativos nas plataformas digitais, enquanto as transações realizadas pelos canais de internet e mobile representaram 89,9% das transações realizadas pelos clientes. 

As plataformas digitais (internet e mobile) representaram 46% do desembolso em crédito pessoal, 40,9% no crédito veículos e 27% no crédito imobiliário.

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