WEG está de olho no mercado de energia solar. Foto: flickr.com/photos/oregondot

A WEG, em parceria com a Fiesc e com a geradora de energia elétrica Engie Brasil, lançaram um programa para facilitar a compra de painéis solares, principalmente em Santa Catarina.

Pela novidade, colaboradores da Fiesc, Sesi-SC, Senai-SC, IEL e Celesc terão acesso a linhas de financiamento com juros abaixo do mercado e preços diferenciados para adquirir os produtos.

A promoção também beneficia funcionários da WEG e da Engie em todo o Brasil. Juntas, as empresas e entidades tem 40 mil funcionários. 

Em uma segunda fase, prevista para 2018, será a vez de colaboradores de outras empresas catarinenses participarem. Posteriormente, serão as próprias indústrias as beneficiadas. 

Segundo dados mais recentes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o país conta atualmente com 16 mil sistemas fotovoltaicos conectados à rede elétrica.

O painel solar é um produto novo da WEG.

Voltado para o uso residencial e para pequenas e médias empresas, o painel vem com um aplicativo móvel, desenvolvido e hospedado na plataforma Cloud da IBM, para que os donos possam monitorar o sistema de forma rápida e de qualquer lugar.

O aplicativo coleta informações como consumo, temperatura e produção de energia, auxiliando o cliente na melhor utilização do produto, o que é uma aplicação típica de Internet das Coisas.

A área de geração, transmissão e distribuição de energia do grupo, que engloba as energias renováveis, é uma das mais importantes da WEG. 

No resultado do primeiro trimestre, respondeu por 23% da receita líquida total, de R$ 1,37 bilhão. Ela só fica atrás dos negócios relativos a equipamentos eletroeletrônicos industriais, que representaram 63%.

A WEG desenvolveu uma tecnologia própria para os inversores solares, os equipamentos que transformam a energia corrente contínua (a que vem de um painel fotovoltaico) em corrente alternada filtrada (que está em qualquer tomada).

São 10 pesquisadores na área e, além disso, passou a trabalhar em parcerias de pesquisa e desenvolvimento com engenheiros de energia solar de universidades, como USP, UFSC e Unesp.

O Brasil possui um índice de insolação considerado alto, superior a 30 mil horas por ano, o que torna a região excelente para adoção de sistemas de captação de energia solar. 

De acordo com a Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), ainda este ano, o país deve registrar a marca de 1 GW (gigawatt) em capacidade instalada em usinas fotovoltaicas patamar registrado em pouco mais de 20 países.

Outro dado relevante é que, com base nas projeções feitas pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), os projetos de energia solar no Brasil podem chegar a 25 GW em potência instalada até 2030, representando um investimento de R$ 125 bilhões 

A expectativa é que desses 25 GW de energia solar, 8,2 GW venham de geração distribuída em casas, edifícios comerciais e públicos, condomínios e na área rural, como em fazendas, justamente o público alvo do novo produto da WEG.