Hardware ainda lidera o mercado de distribuição de TI. Foto: divulgação.

A Associação Brasileira de Distribuidores de Tecnologia da Informação (Abradisti) divulgou nesta quinta-feira 29, relatórios que apontam o crescimento do mercado de distribuição de TI no país. Segundo a entidade, o setor deve fechar 2012 com um faturamento de R$ 13,2 bilhões, uma alta de 5 % sobre 2011.

Apesar dessa elevação, o mercado não apresentou o mesmo fôlego do ano passado, quando teve um crescimento de 7% frente a 2010.

O grande vilão para o setor no ano foi o aumento do dólar, uma vez que produtos como hardware e software têm os preços indexados à moeda norte-americana.

HARDWARE AINDA DOMINA

Do faturamento total, 81% são da comercialização de hardware, 11% vêm de softwares e apenas 1% de serviços.

Na análise dos itens ofertados, os componentes são os que mais geram negócios, com 18%, seguidos por PCs e servidores com 16%, produtos de redes com 13% e softwares com 11%.

Os tablets, apesar de toda a mobilização, movimentaram apenas 1%.

O destaque foi a participação dos games, que com a diminuição da pirataria, triplicou as vendas, chegando a 3% do total.

Segundo a Abradisti, o 3ª Pesquisa Inédita Setorial e Salarial dos Distribuidores de TI e o 2º Censo de Revendas têm o objetivo de trazer um panorama atual sobre o mercado de distribuição em TI no Brasil.

REVENDAS

Tomando como base o mercado de revendas atendido pelos principais distribuidores de TI do país, o estudo aponta que o número de revendas no Brasil cresceu de 31 mil em 2011 para 32 mil em 2012, uma elevação de 4%.

O estudo ainda mostra a localização das revendas: 59% estão localizadas na região sudeste, enquanto 21% estão na região sul e 13% no nordeste. Com 5% e 2% estão as regiões centro-oeste e norte, respectivamente.

ESTUDO

Encomendado ao IT Data, os estudos avaliaram informações de 70 empresas brasileiras, que juntas representam mais de 95% do mercado. Entre as participantes estão distribuidoras como Officer, Agis, Aldo, Alcatéia, entre outras.

Esse mercado de distribuição ainda é responsável por gerar 9,6 mil empregos no país.

“Desde 2010, quando criamos a Abradisti, estamos à frente do setor, lutando pelo desenvolvimento e reconhecimento da importância da cadeia de distribuição em toda a economia do país. Esse estudo só vem para afirmar nosso posicionamento”, afirma Mariano Gordinho, presidente da Abradisti.