Helio Samora. Foto: divulgação

Tamanho da fonte: -A+A

Os resultados de 2012 já fazem a PTC adiantar em pelo menos um ano a previsão anunciada em junho passado de obter em 2015 uma divisão meio a meio entre as vendas de CAD e PLM no país, que hoje ficam em 70% com a primeira linha de software citada e 30% com a segunda.

Conforme Helio Samora, diretor geral da multinacional para a América Latina, as vendas de cada linha podem atingir patamar igualitário ainda em 2014, em função de grandes contratos que já vêm em andamento, com nomes como Whirpool e Volkswagen, entre outros.

A PTC não abre números locais, mas Samora afirma que só este ano a carteira de PLM no país crescerá em torno de 30%.

“Mantemos o foco em vendas indiretas. Temos hoje 12 parceiros no país, nas diversas linhas de produtos, e estamos trabalhando para ampliar e reforçar esta carteira. Inclusive escalamos um executivo, Irineu Rocha, para incrementar a captação de canais de serviços”, afirma o diretor.

A empresa também trabalha para diversificar as alianças locais no Nordeste, onde Samora considera a presença local fundamental para melhorar o atendimento.

Mas a maior estratégia da PTC para fomentar as vendas do Windchill, estrela de seu portfólio de software para gestão de ciclo de vida do produto, é mudar a cultura de empresas de todos os portes.

“A maioria das emrpesas tem muitos softwares que cuidam de tarefas de PLM, mas não um sistema único. Isso é dispendioso e anti-produtivo”, afirma Samora.

Nesse cenário, o bom e velho ERP também tem sua parcela de culpa, em alguns casos.

“Tem os casos em que o vendedor de ERP promete mundos e fundos. Vende os mundos, leva os fundos, e o quadro permanece inalterado no que tange ao aproveitamento das funcionalidades de gestão do ciclo de vidas do produto”, finaliza o diretor.

No último ano fiscal, a PTC faturou US$ 1,17 bilhão globalmente, 20% a mais do que em 2010.