ORGANOGRAMA

CTIO pode mandar na TIM Brasil

30/11/2021 06:57

Três VPs podem atuar em nome do CEO, que está assumindo bronca na Itália.

Leonardo Capdeville.

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Leonardo Capdeville, CTIO da TIM Brasil, é um dos três vice-presidentes da operadora nomeados para tocar a operação diária e agir em nome do CEO, Pietro Labriola, que está de partida para resolver uma situação complicada na sede da gigante, na Itália.

A decisão faz parte de um comunicado divulgado pela TIM sobre a situação. Os outros dois VPs que receberam a missão são a CFO, Camille Faria, e o CRO, Alberto Griselli.

Capdeville está na TIM há sete anos e é um executivo discreto. Antes, foi diretor de rede na concorrente Vivo, entre 2011 e 2014. 

Labriola foi nomeado para o cargo de general manager na Telecom Italia na sexta-feira, 26, Depois que o CEO, Luigi Gubitosi, pediu para sair. Não foi nomeado um novo CEO e quem vai tocar a operação é o CEO da TIM Brasil.

Mas não se trata só disso. Gubitosi saiu depois do fundo KKR oferecer € 33 bilhões pela Telecom Italia. 

Gubitosi era CEO desde 2018, mas passou por um período turbulento e não conseguiu dar a volta nos resultados financeiros. A interpretação dos analistas é que ele saiu para abrir caminho para o negócio.

Mas a negociação deve ser complicada. O governo italiano tem uma golden share na Telecom Italia, o que significa que pode impedir o negócio. O grupo francês Vivendi, dono de uma fatia de 24%, costuma pegar pesado com os gestores (Gubitosi foi o quinto CEO em seis anos).

Labriola vai estar bastante ocupado na sede, motivo pelo qual a TIM incluiu na sua nota a informação sobre os três VPs, definidos como “um grupo de executivos-chave” que devem auxiliar o CEO na “gestão diária das atividades e atuar em seu nome, se necessário”. 

A operadora afirma ainda que a nomeação de Labriola “atribui todos os poderes necessários para garantir a estabilidade de gestão em todas as frentes, além de ressaltar a relevância da gestão brasileira na estratégia global do grupo”.

Comunicados de imprensa à parte, a verdade é que não está nada claro qual é o futuro da operação da TIM BRasil.

Segundo fontes que acompanham a operação ouvidas pelo Valor Econômico, há indicação de que a KKR não teria interesse em manter a empresa no Brasil. 

O problema é que não é tão fácil encontrar quem possa comprar a TIM Brasil,  já que as concorrentes locais não poderiam repetir a estratégia de eliminar mais um rival, como fizeram com a Oi, cuja operadora móvel foi repartida entre Vivo, Claro e a própria TIM.

Isso porque um eventual fatiamento da TIM Brasil levaria a uma concentração do mercado entre a Vivo e a Claro, o que as autoridades reguladoras vão querer evitar (bom, é o que o consumidor espera, pelo menos).

O caminho seria vender a TIM Brasil para um fundo, o que também não é simples, já que teriam que ficar de fora grandes nomes como BTG Pactual e da GlobeNet Cabos Submarinos, que compraram os ativos de infraestrutura, principalmente fibra óptica, da Oi.

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