Marciano Testa e Glauber Correa.

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Marciano Testa, CEO do Agi, está deixando o comando do banco digital, fundado por ele há 20 anos.

A informação é de fontes de mercado e foi confirmada ao Baguete pela assessoria de imprensa do Agi.

Testa passa para o comando do conselho de administração. No lugar dele, assume Glauber Correa, atual diretor de negócios do Agi, assume como CEO. 

Correa era até agora responsável pelos canais, aquisição de clientes, mobile banking e rede de atendimento física do Agi.

O executivo foi contratado pelo Agi em 2017, vindo da Caixa Econômica Federal, onde passou 14 anos e chegou a  ser diretor executivo de estratégia e organização.

Em nota, o Agi afirma que o processo de sucessão durou quase 12 meses e tem o objetivo de “reforçar a gestão da instituição”.   

"Tivemos o maior crescimento de todos os tempos em número de clientes, na expansão da nossa rede e principalmente em ativos de alta qualidade. Com isso, vimos a importância de fortalecer a governança e agregamos para essa posição uma pessoa com total capacidade de liderar, com muita disciplina e entrega”, afirma Testa, em uma nota enviada pela assessoria.

O Agi pode estar crescendo, mas também está fazendo alterações significativas na forma como vinha atuando, que vão além do nome do CEO.

Segundo o Baguete pode apurar, a Hypeflame, a spin off de tecnologia do banco, fez um corte de pelo menos 100 profissionais em uma equipe que tinha 400 quando do lançamento da empresa, em dezembro de 2020.

No começo do mês, o Agi também trocou o comando da Hypeflame, promovendo para o cargo de CTO da empresa Marcelo Oliveira, ex-diretor executivo para plataformas e marketplace do Agi.

TRAJETÓRIA

Testa tem uma trajetória empreendedora notável, tendo construído um banco do nada.

Um de cinco irmãos de uma família de meios modestos de Fagundes Varela, no interior do Rio Grande do Sul, Testa começou a vida profissional aos 14 anos como programador de torno CNC na Tramontina.

Depois, montou duas lojas de roupas em Caxias do Sul, uma distribuidora de alimentos e, finalmente, a representação de uma operação de crédito consignado na cidade.

A empresa, chamada Agiplan, chegou a movimentar R$ 550 milhões por mês entre 2007 e 2010 e recebeu um investimento do Bradesco.

No começo de 2016, a Agiplan incorporou o Banco Gerador, se tornando também um banco. Em 2018, mudou para Aginbank para dar uma guinada digital. 

No meio tempo, Testa se tornou uma força ativa no ecossistema de inovação do Rio Grande do Sul, sendo uma das molas propulsoras para a criação do Instituto Caldeira, um hub de Porto Alegre que reúne a nata do PIB gaúcho.