José Roberto Arruda, diretor regional do Senai-SC. Foto: divulgação Fiesc.

Com investimentos de R$ 53,6 milhões, o Senai vai abrir em Florianópolis, até o fim de 2014, o Instituto de Inovação em Tecnologia Laser e o Instituto de Sistemas Embarcados.

As organizações serão voltadas mantidas em parceria com a Sociedade Fraunhofer, da Alemanha, e com o MIT, com foco em formação nas áreas de TIC, microeletrônica, tecnologias para defesa e energia, entre outras.

Os dois institutos catarinenses entram em um programa de investimentos da Fiesc que projeta liberar R$ 330 milhões até 2014 para iniciativas de inovação, formação e apoio à indústria.

Ao todo, o Sistema Fiesc projeta implantar oito Institutos Senai de Tecnologia e dois de inovação em diversas regiões do estado.

“Nosso propósito é auxiliar a indústria a encontrar soluções para melhorar a sua competitividade”, explica o presidente do Sistema Fiesc, Glauco José Côrte. “Os institutos vão atuar em rede e complementarmente”, completa o diretor regional do Senai-SC, Sérgio Roberto Arruda.

Os projetos em Santa Catarina fazem parte do Programa Senai de Apoio à Competitividade da Indústria, conduzido pelo Senai Nacional e pelo Sistema Indústria e que prevê a aplicação de R$ 1,9 bilhão, sendo R$ 1,5 bi de financiamento do BNDES e R$ 400 milhões de recursos próprios, além de investimentos realizados nos estados pelo Senai e federações de indústrias.

No total, serão implantados em todo o país 60 institutos de tecnologia e 23 de inovação, além da ampliação e modernização da atual rede de unidades do Senai.

Dentro desta rede, os ISI em implantação em Florianópolis já começam a ganhar destaque.

Para o professor Rudimar Riva, do Instituto de Estudos Avançados (IEAv) da Aeronáutica, o investimento em formação e P&D em tecnologias laser vai ajudar o país a avançar em uma área na qual econtra-se “estagnado”, importando mais de 90% da tecnologia que utiliza neste segmento.

“A atividade (de produção local na área de laser) ficou estagnada a partir dos anos de 1980. Houve um descompasso entre o que era feito na academia e as necessidades industriais”, afirma. “Estou otimista com esta iniciativa (do ISI SC), pois o Senai tem essa grande tradição de interação com a indústria”, finaliza.