Novo destino da Apple? Foto: divulgação

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Representantes da Apple estiveram visitando o Tecnopuc acompanhados de gestores do parque nesta segunda-feira, 29.

A PUC não confirma a visita, mas o pouco que se sabe está causando rebuliço entre os funcionários de empresas instaladas no local.

Tudo começou quando o diretor do Tecnopuc, Roberto Mosquetta, e a secretária executiva Fernanda Veiga mostraram a dois executivos estrangeiros a instalações da Incubadora Raiar e outras dependências do parque.

Mosquetta e Fernanda não disseram quem eram os executivos, o que acabou atiçando a curiosidade de alguns funcionários de empresas incubadas ouvidos pela reportagem do Baguete.

Eles descobriram de quem se tratavam os visitantes de uma maneira algo prosaica, mas funcional: conversando com os guardas do estacionamento, para os quais os visitantes tiveram que informar a sua empresa no cadastro de entrada.

“Temos quase duas horas de almoço, então é preciso se ocupar”, diz a fonte do Baguete, que prefere não se intentificar.

Uma visita de representantes da Apple pode ser apenas uma cortesia, uma sondagem e uma série de outras coisas que não envolva a instalação de um centro de qualquer tipo em Porto Alegre.

Apesar disso, os boatos da rádio corredor correm rápidos. “Já estamos preparando os currículos”, revela a fonte.
 
P&D? Brasil?
Se o passeio pelo Tecnopuc indicasse a instalação de um centro de P&D, por exemplo, seria uma notícia, no mínimo, elogiosa para Porto Alegre, já que as estruturas da Apple para a área restringem-se aos EUA.

Fora dali, há os anúncios de planos, como os falados pela companhia em fevereiro deste ano, sobre possibilidade de instalações em Israel e Shangai, mas até hoje, nada de confirmação.

De fato, a empresa não demonstra dar tanta bola para o segmento: conforme a pesquisa Global Innovation 1000, da consultoria Booz & Co, que avaliou o desempenho das maiores companhias do mundo no quesito inovação, a Apple é considerada a empresa mais inovadora da atualidade, ao lado de Google e 3M, mas quando se trata de pesquisa e desenvolvimento, a colocação da empresa de Steve Jobs cai para 81ª.

De acordo com o ranking, o valor investido pela companhia até 2009 nesta área, de US$ 1,333 bilhão, representa não mais do 3,1% do total de vendas da empresa.

No Brasil, a multinacional vem firmando o passo aos poucos. Há cerca de duas semanas, estabeleceu Paula Bellizia no comando da subsidiária local, cargo que estava vago desde que Alex Szapiro saiu da empresa, em agosto de 2012, para comandar a unidade da Amazon ligada ao Kindle no Brasil.

Paula, que veio da diretoria de Vendas para Pequenas Empresas do Facebook, assumiu a nova posição com o desafio de aquecer o faturamento da empresa do país, que registrou em 2011 uma receita de R$ 900 milhões, entre vendas de computadores, tablets e smartphones.

Mesmo assim, a impressão é de que o consumidor brasileiro ainda não está entre as prioridades da Apple.

Hoje, a fabricação local de equipamentos se limita aos iPads e os atrasos nos lançamentos de produtos como iPhones e o próprio tablet por aqui, em comparação com as datas de lançamento no exterior, mostra que o Brasil ainda está fraco no radar da multi.

Por outro lado, em parceria com a gaúcha Herval, a Apple conta com 29 lojas dedicadas à marca no país. Além disso, a companhia conta com parcerias com as operadoras, com ações promocionais nos lançamentos, como foi o caso do iPhone 5, em que lojas abriram à meia-noite para os fãs mais afoitos.