André Andriolli, diretor de engenharia de sistemas da VMware para a América Latina.

A VMware tem atravessado bem a crise econômica e a restrição de orçamentos de TI no Brasil, por meio de uma combinação de um modelo comercial flexível para o cliente final e acordos com grandes players nacionais.

De acordo com a André Andriolli, diretor de engenharia de sistemas da VMware para a América Latina, a empresa teve um crescimento “acima de dois dígitos” na América Latina no último trimestre.

Multinacionais têm por política não abrir resultados regionais de maneira muito detalhada, mas, tendo em conta que globalmente a empresa teve um crescimento de 15% em receita no segundo trimestre de 2017, é possível inferir que o resultado latino americano ficou um pouco abaixo disso.

Segundo o executivo, o motor para este fortalecimento no mercado nacional, especialmente em um cenário no qual muitos orçamentos de TI estão menores, foi o modelo mais flexível de produtos que a empresa adotou.

"As empresas estão mais pé no chão, e estão mais decididas no que querem de soluções para melhorar suas operações. E isso acontece em todos os tipos e portes de negócios", avalia Andriolli.

Segundo o executivo, a recente união da EMC (empresa na qual a VMware faz parte) com a Dell também foi benéfica. No último ano, a VMware intensificou a sinergia de vendas com a Dell, o que reforçou a presença da empresa em produtos de nuvem híbrida e projetos on-premises, como infraestrutura convergente.

Para Andriolli, outro gatilho de crescimento na região reside nas parcerias com players de nuvem privada e pública. Além de levar suas soluções para grandes nomes globais como IBM e AWS, no Brasil a companhia firmou parcerias com players locais como UOLDiveo, Algar e Vivo, que passaram a ter ofertas de cloud corporativa baseadas em VMware.

"Muitas empresas buscam essa facilidade, de contar com a familiaridade e controle de nossas soluções, podendo usar em qualquer ambiente, seja em nuvem externa ou própria", destacou o executivo.

O VMware Cloud on AWS já está em funcionamento nos Estados Unidos, mas ainda está para ser distribuído em outros mercados globais. Nesta lista de países sem previsão de chegada, está o Brasil.

"A demanda por este produto já existe, mas ainda não temos um anúncio oficial sobre isso para o Brasil e América Latina", explicou o diretor. Ele revelou, entretanto, que duas companhias brasileiras (cujos nomes não foram abertos) se inscreveram para o beta do produto nos Estados Unidos.

*Leandro Souza é analista de comunicação da Under e cobre o VMworld 2017 para o Baguete a convite da VMware.