A máxima da "casa de ferreiro espeto de pau" pode custar muito caro para as empresas de tecnologia. Elas possuem o ferramental e a equipe necessária para fazer dentro de casa aquilo que as empresas do mercado almejam tanto, o ganho de produtividade e competitividade pelo uso da tecnologia da informação. O fato de possuir estes componentes necessários ainda está muito longe da realidade da aplicação efetiva.

A prioridade da equipe sempre será o atendimento a clientes que estão pagando por isso e não o seu colega do administrativo financeiro que pode esperar mais algumas "semanas". A integração dos dados do sistema de faturamento com a aplicação que contabiliza as horas técnicas trabalhadas também pode esperar mais alguns "meses".

Seria interessante se os clientes fizessem uma investigação preliminar sobre o uso que o fornecedor de tecnologia faz da mesma. Será que ele encontraria ambientes de rede bem administrados, servidores com o backup agendado corretamente, sistemas de inteligência de negócios disponíveis para alta diretoria, aplicativos na sua última versão instalados, processo monitorados por workflow e etc...?

No processo de venda argumentamos arduamente que a implantação de um determinado sistema irá trazer vários benefícios e que a equipe responsável pela implantação domina plenamente o conhecimento sobre "negócios" e etc..., portanto existe realmente este conhecimento. Por que não usá-lo para conquistar maior produtividade e lucratividade dentro da sua própria empresa?

O que mais ouvimos:

  • Não posso parar meu time que está faturando em clientes
  • Vou esperar a nova versão para instalar aqui na empresa
  • Nossa empresa não precisa de um sistema tão completo
  • Não precisamos de sistemas, podemos ir tocando com planilhas

    O uso de um sistema integrado de informações sobre a área técnica, comercial e administrativo financeiro, acrescido de um processo de inteligência de negócios (eu disse um processo) é crucial para as empresas de TI e deveria ser colocado como um objetivo principal no planejamento.

    O que vale para os clientes, não vale para a sua empresa?