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Caxias do Sul deu um novo passo na mobilização pela qualidade do software produzido na cidade nesta quarta-feira, 03, ao anunciar o segundo grupo cooperativado de empresas interessadas em obter o MPS.BR

Effective Software, Guardian Tecnologia da Informação e Millennium Software estão em busca no nível G, o primeiro dos sete estágios do modelo brasileiro. Benfare, Keyworks e Mercanet, que já participaram do primeiro grupo, dão continuidade ao esforço e devem se certificar no nível F.

Em todo Brasil, 205 empresas possuem algum nível do MPS.BR. No Rio Grande do Sul são 19, cinco delas em Caxias do Sul.

Na cidade gaúcha, o programa cooperativado é organizado pelo Trino Pólo, entidade que reúne empresas, órgãos de governo e instituições de ensino.

O primeiro grupo iniciou os trabalhos em julho de 2008, a um custo total de R$ 196 mil reais.

Metade foi paga com subsídios da Softex e a outra parte pelas próprias empresas, que gastaram em média R$ 19 mil, mais 800 horas de trabalho interno.

Ainda não foram liberados os subsídios para o segundo grupo, mas o presidente do Trino Pólo, Márcio Biazus, está confiante.

“É só uma questão de tempo. Nós aqui da região não somos de ficar parados”, comenta o empresário.

O cronograma da Softex prevê ainda mais uma rodada de apoio à adoção do MPS.BR na região no seu orçamento. Depois, a continuidade do programa é responsabilidade do novo governo federal.

“Pelos resultados e a mobilização em torno do assunto, eu aposto na continuidade”, afirma Biazus.

Interessados não faltam. Das 60 empresas associadas ao Trino Polo, pelo menos 40 trabalham com desenvolvimento de software.

“O modelo tem preços mais acessíveis. Prova disso é que uma empresa de pequeno porte com menos de 10 funcionários obteve a certificação", salienta o consultor implementador do projeto em Caxias, Leonardo Winckler Martins.

Selos de qualidade internacionais, como o CMMI nível 2 – equivalente ao MPS.BR nível F – podem custar individualmente até R$ 200 mil reais, exemplifica Martins.