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A prefeitura de São Leopoldo deu início à disputa para receber o investimento de US$ 200 milhões e os 1,3 mil empregos prometidos pela HT Mícron, joint venture entre a coreana HT Mícron e um grupo de investidores brasileiros liderados pela gaúcha Altus que anunciou sua vinda para o estado nesta quinta-feira, 10.

A fábrica da HT é disputada por São Leopoldo – onde a companhia opera de forma provisória na Teikon, uma das integrantes do grupo de investidores – Alvorada, Viamão e Porto Alegre. A decisão deve ser anunciada até fevereiro.

“Vamos fazer todos os esforços para trazer esta empresa para a cidade. O investimento previsto supera, inclusive, o da instalação da fábrica da GM no estado. São Leopoldo está na briga”, afirmou ao JU Online o prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi.

De acordo com a reportagem publicada no site da Unisinos, São Leopoldo oferece 5 mil KW de energia elétrica, rede hidráulica de água tratada para 6 mil litros por dia, rede de esgoto pluvial adequada às necessidades da empresa e terraplenagem da área de construção das unidades empresariais.

ISS
Pode beneficiar também a HT Mícron uma lei de incentivo à geração de empregos inédita no país aprovada no município no final de julho. Ela prevê isenções mensais do Imposto Sobre Serviços (ISS) proporcionais ao número de vagas.

O mínimo é 0,3 ponto percentual para empresas que criem de uma a 30 vagas e o máximo, 1,5 ponto percentual para entre 146 e 150 oportunidades.

No caso do setor de TI, as reduções são aplicadas sobre a alíquota básica de 2%, a mais baixa permitida pela lei.

O estímulo é válido por 30 meses, mas os empresários podem apresentar novos projetos permanentemente, desde que cumpram a premissa de ampliação do quadro de funcionários para o atendimento de novas demandas ou mercados.

Entre os primeiros beneficiários da medida estão a HCL, multinacional indiana de TI que decidiu instalar um centro de desenvolvimento em São Leopoldo, e a Meta, uma das fundadoras do polo de informática da cidade.

Páreo duro
Ao que tudo indica, o maior adversário de São Leopoldo na atração do investimento será Porto Alegre, onde está sediado o Ceitec.

O centro localizado na Lomba do Pinheiro produzirá a partir de 2010 os chamados wafers, material de silício que é a base dos chips. Os negócios das empresas são complementares. A HT finaliza - encapsula, no jargão do setor – produzindo os diversos chips requisitados pela indústria.

A meta do Ceitec é atrair até 200 empresas como a HT na próxima década.