Impedir que máquinas que fizeram a história da informática no Rio Grande do Sul acabem virando sucata é a tarefa a que se entregaram o empresário Bento Chalegre e o professor de Computação da UFRGS Roberto Cabral de Melo Borges. Há mais de 10 anos, os dois vêm recolhendo material, com a intenção de criar um museu de tecnologia em Porto Alegre.

“Por enquanto, estamos só juntando mesmo, à espera de um lugar melhor para expor”, explica Chalegre. Aos poucos, os dois foram reunindo suas coleções até se conhecerem, anos atrás, e conseguirem da reitoria da UFRGS uma sala no Campus do Vale, onde atualmente estão as 120 peças. “Temos aqui laptops cuja única portabilidade reside no fato de terem uma alça”, brinca Cabral. Um dos primeiros microcomputadores trazidos, em 1979, ao Estado e uma enorme máquina usada por quase 20 anos na Metroplan, comprada na época por US$1 milhão, são outros atrativos.

Em cinco ocasiões, os colecionadores já conseguiram expor o material. “Foi uma experiência gratificante compartilhar a nostalgia com quem viveu aquela época”, analisa o empresário. É um sentimento comum, já que muito do acervo vem de doações de gente que simpatiza com a idéia, que, aliás, está crescendo, uma vez que o professor já reúne calculadoras e celulares “velhos”.

Os boatos de que a Ulbra estaria planejando construir um espaço nos moldes pensados por Chalegre e Cabral animam a dupla, disposta a ceder a coleção, com o objetivo de vê-la exposta no ambiente adequado. Interessados em doar objetos ou colaborar, podem entrar em contato pelos e-mails cabral@inf.ufrgs.br ou bento@chalegre.com