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A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) já se movimenta para garantir uma isenção tributária maior para a produção nacional de tablets.

Segundo o site Convergência Digital, técnicos da entidade têm procurado membros do parlamento que se identifiquem com o setor para solicitar que os tablets passem a a ser beneficiados pelos incentivos previstos na Pedida Provisória 517.

A MP foi criada para favorecer a indústria local na produção dos equipamentos do PNBL.

Editada no dia 30 de dezembro, ainda pelo presidente Lula, a medida zera o recolhimento do IPI. Assim, a indústria local passa a não recolher os 0,75% restantes de IPI devido, até o fim de 2014.

Além disso a medida provisória desonera PIS e Cofins para os modems.

O assunto deverá ser debatido entre representantes da Abinee e o ministro das comunicações, Paulo Bernardo, nesta sexta-feira, 04.

Missão quase impossível?
Logo no início do seu mandato, a presidente Dilma Rousseff deu a Bernardo a missão de baratear os tablets.

A meta seria chegar ao custo de R$ 400 a R$ 500,  redução de até 84%, em comparação com os preços atuais do iPad, tablet da Apple campeão de vendas no segmento em nível mundial.

Além de atacar a carga tributária, Bernardo teria que negociar a redução do custo de fabricação dos aparelhos no país.

Até o momento não foi anunciado um tablet 100% nacional.

Fora o iPad, comercializado no Brasil desde o final do ano passado, o Brasil tem o Samsung Galaxy TAB, já nas lojas, e a promessa de fabricação nacional, por parte da Motorola, do modelo Xoom, apresentado na CES, em Las Vegas, no início desse ano.

No começo da semana, a Asus também prometeu trazer seus tablets para o Brasil.