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A entrada em vigor do ponto eletrônico nas empresas com mais de 10 empregados que já utilizavam sistemas eletrônicos para controle de presença foi adiada pela quarta vez.

O penúltimo prazo de início do vigor, marcado para essa segunda-feira, 03, foi remarcado para janeiro de 2012 em portaria do Ministério Trabalho (MTE) publicada no Diário Oficial.

Na portaria, assinada pelo ministro Carlos Lupi, o governo afirma que não haverá mais adiamentos.

“Considerando que foi concluído o diálogo social tripartite e após avaliação das manifestações encaminhadas ao Governo Federal, foi decidida a alteração do prazo para o início da utilização obrigatória do Registrador Eletrônico de Ponto - REP, de modo improrrogável para o dia 1º de janeiro de 2012”, diz a nota.

Nas contas da Fiesp, os novos equipamentos, que deverão imprimir um comprovante para o trabalhador a cada registro, custarão pelo menos R$ 3 mil cada um às empresas.

Há também entidades que considerem a adoção ineficaz.

Para a Fecomércio, por exemplo, a adoção não vai coibir de forma eficiente as fraudes, pois maus empregadores poderão obrigar os funcionários a baterem o cartão e voltarem para o trabalho.

Segundo o MTE, mais de 100 mil empresas já utilizam o novo equipamento.

Com a implantação total, a expectativa é de que sejam recuperados R$ 4,7 bilhões, por ano, em contribuições para Previdência Social e o FGTS.

Em 2010, cerca de R$ 1,3 bilhão foram arrecadados com a adesão parcial das companhias.

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Fabricantes de Equipamentos de Registro Eletrônico de Ponto (Abrep), as vendas em agosto cresceram 50% em relação aos três meses anteriores.

Até julho, foram comercializadas 260 mil unidades, em um mercado potencial de 700 mil máquinas.