A empresa norte-americana Diebold teve um ganho de R$ 238 milhões com o fornecimento de urnas para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o pleito desse domingo, 03. Metade dos equipamentos usados pelos eleitores foram da Diebold. Cada uma delas custa cerca de R$ 1 mil.

Segundo a empresa, foram fornecidas cerca de 250 mil urnas, produzidas em quatro meses, atingindo um pico de produção de duas mil máquinas por dia na fábrica de Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais.

Desde 1999 as urnas têm sido lucrativas para a Diebold. À época, a empresa comprou a Procomp, que começou a fornecer o equipamento para o TSE um ano antes. A fatia representada pelas urnas deve chegar a 17% da receita total da empresa em 2010 no Brasil, que deve ser de R$ 1,4 bilhão.

O equipamento da Diebold vem com um leitor de digitais, que é usado para confirmar a identidade do eleitor. Ao todo, 1,1 milhão de eleitores foram recadastrados, em 23 estados, e identificados pela digital antes da votação deste ano.

Até 2018, o procedimento deverá ser adotado em todo o território nacional, segundo estimativa do TSE.