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O  sistema de detecção de disparos da americana Shotspotter instalado em Canoas falhou nesta quarta-feira, 05.

Um homem foi assassinado com 10 tiros não detectados no bairro Guajuviras.

A prefeitura de Canoas pediu explicações para a ASI do Brasil, representante exclusiva do sistema.  

“Monitoramos o sistema e estamos averiguando o que aconteceu. Podem ter sido diversas razões”, afirma Roberto Mota, diretor da ASI.

O sistema foi instalado no começo do ano passado a um custo total de R$ 3,5 milhões. Uma área de 3,3 km2 do bairro canoense deveria estar coberta.

Mota destaca que durante quatro meses de funcionamento, o Shotspotter já reduziu em 8% o uso de armas de fogo, além de ter ajudado na realização de três prisões e três assistências a baleados. "Foi o primeiro assassinato em 55 dias", afirma Mota.

A tecnologia, que promete redução de até 40% da taxa de homicídios e de 70% da troca de tiros em áreas públicas, consiste na instalação de sensores de áudio camuflados em áreas urbanas.

Em caso de disparo de arma de fogo no perímetro coberto os sensores emitem alertas a uma cental de polícia ou órgão de segurança, ou a dispositivos portáteis utilizados por policiais que estejam em diligência.

Os instrumentos ainda distinguem o que é tiro do que é fogo de artifício ou outro evento, de acordo com a assinatura acústica.

Quarto maior município do estado e o mais populoso da região metropolitana de Porto Alegre - são 330 mil habitantes - Canoas registrou em 2008 um assassinato a cada três dias.

Dos 1.723 homicídios ocorridos no Rio Grande do Sul, 119 foram na cidade, o que conferiu ao município o terceiro pior índice do estado.

No mapeamento elaborado pela Brigada Militar de Canoas, dois bairros concentram mais da metade dos assassinatos: Guajuviras – que comporta 70 mil habitantes - e Mathias Velho, com 50 mil moradores. A região responde por cerca de 60% dos crimes na cidade.

Em 2009, por exemplo, foram 124 homicídios, sendo 50 apenas no Guajuviras